quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

A PSEUDOCIÊNCIA DA CLASSE DOMINANTE

 


* MÉDICOS PELA VIDA DEFENDEM O USO DE VERMÍFUGO COMO PREVENÇÃO AO COVID-19

* A PSEUDOCIÊNCIA DA CLASSE DOMINANTE

* GENERAL NA SAÚDE, CORONEL NA TECNOLOGIA, ESCOLAS MILITARIZADAS E MAIS 11 MIL MILITARES ESPALHADOS NA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL EIS A FORMA DE MANTER UM MODELO DECADENTE

Por Wladmir Coelho

1 – Anuncio publicado nos maiores jornais do Brasil assinado por um grupo denominado “médicos pela vida” assumiu a defesa dos vermífugos e medicamentos para o tratamento da malária como forma de prevenir ou amenizar os efeitos da Covid-19. Confesso não fiquei surpreso, afinal conheço bem os métodos e práticas das classes dominantes do nosso auriverde torrão e sua obstinação em manter a ordem (econômica, política) resultando esta prática, historicamente, na defesa da escravidão, na eliminação violenta de qualquer ato de resistência do povo, em ataques sistemáticos a qualquer iniciativa de rompimento com a  dominação imperialista recorrendo as  sinhazinhas e sinhozinhos das classes dominantes, além da repressão física, ao uso e abuso da arrogância bacharelesca fundamentando esta as teorias racistas, economicistas pseudocientíficas a justificar a condição colonial brasileira sempre ocultando a vantagem desta para os poderosos.

2 –  Vejamos: o bacharelismo colonizado deitou e rolou utilizando o discurso da ciência burguesa, veja bem burguesa, a favor da manutenção da escravidão associando este ao determinismo presente no pensamento economicista liberal, a saber, a espera paciente do caminhar, sempre pela via da subserviência, da condição colonial agrária em  independente, industrializado respeitando assim a ordem natural. Existiram, é verdade, dentre os sinhozinhos aqueles defensores da extinção da escravidão, contudo esta humanização senhorial não implica em aceitação imediata do trabalho assalariado e superação da prática colonial passando os latifúndios exportadores destes, também daqueles, a aplicar diferentes métodos de exploração servil do trabalho as vezes até pagando algum salário.  

3 – Os médicos, os advogados, os engenheiros nacionais eram recrutados principalmente entre os filhos das classes dominantes recebendo nas poucas faculdades existentes uma formação importada da Europa – depois dos Estados Unidos - aprimorando os vícios e preconceitos locais acrescidos do pensamento burguês imperialista dito científico.  Esta importação permitiu, por exemplo, classificar como fanáticos e inimigos da civilização cristã ocidental os revoltosos do campo entendidos como inferiores em função da condição dita racial, do analfabetismo associado a incapacidade intelectual. Incomodava aos poderosos a religiosidade popular, sincrética apresentando esta os fundamentos da justiça, do direito à vida distantes e destoantes da burocracia da religião associada aos interesses dominantes. Em meados do século 20 os filhos e netos destes “fanáticos” camponeses desalojados de suas posses em nome da modernização  continuaram classificados – inclusive nos órgãos de repressão -  como ameaça a civilização apresentando as classes dominantes, desta vez, uma adequação dos motivos; assim a alfabetização, a escolarização e a organização em bases políticas, em substituição a religiosa popular, passam a ser considerados uma forma de infiltração comunista entendido esta em sua condição de ameaça à ordem natural solidamente associada a santificação da propriedade privada incluindo neste caso a mão de obra alheia.

4 – Esta submissão ao imperialismo chegou ao ponto mais elevado quando transformado em regime político primeiro no formato de uma ditadura militar, depois em democracia tutelada acompanhada ou tutelada pelos defensores armados. Em crise este acompanhamento vai retomando a sua condição anterior ocupando aqueles senhores a naturalização do processo de espera de tempos melhores sempre com o sacrifício dos trabalhadores. O que tem isso com aquele anúncio dos médicos em defesa do vermífugo como forma de combater uma terrível pneumonia lá do início do texto?     

5 – Respondo: a ciência não está livre das intervenções de ordem ideológica e não foi sem motivo a ocupação militar deste setor seja em sua representação no tratamento e prevenção das diferentes enfermidades ou na pesquisa sem falar na educação. Somos um pais submetido aos interesses do imperialismo apresentando esta prática uma estrutura  dita científica mantida com o uso da força a partir de  uma estrutura repressiva fundada na alucinação da guerra total na qual o princípio da defesa interna é executado de modo a atender a manutenção de um modelo responsável pelo atraso, a fome, a miséria a doença. Ao fantasiar, ao prometer falsas curas pretendem os segmentos dominantes manter a continuidade de uma organização moribunda em nome do menor gasto possível, sempre priorizando o discurso moralista do rigor fiscal garantindo deste modo o pagamento religioso dos banqueiros e a felicidade dos sinhozinhos e sinhazinhas de sempre a ganhar, e muito, em Wall Street tenham seus recursos origem no campo ou na cidade.

6 – As mortes que presenciamos e vamos presenciar ao longo da pandemia, considerando a crendice da guerra total, assumem a condição de baixas decorrentes de uma batalha pela manutenção da marcha rumo a plenitude cujo sucesso encontra-se associado a continuidade da total submissão ao imperialismo este, conforme a visão deturpada das classes dominantes do Brasil, representando a forma de salvação da civilização ocidental dita cristã.  A distribuição de placebos como forma de economizar recursos preciosos para os banqueiros, a retomada das aulas presenciais, a negativa de auxílio financeiro aos milhões de desempregados, a retirada dos direitos dos trabalhadores, a destruição dos direitos sociais, assumem neste contexto a forma de sacrifício exigida para manter a estratégia de uma guerra. Assim estão a governar o Brasil as classes dominantes.       


domingo, 21 de fevereiro de 2021

MIRIAM LEITÃO ESPERNEIA, ESTREBUCHA E ACABA REVELANDO OS MOTIVOS DA HISTERIA EM RELAÇÃO A TROCA DE ADMINISTRAÇÃO NA PETROBRAS

 



* MIRIAM LEITÃO ESPERNEIA, ESTREBUCHA E ACABA REVELANDO OS MOTIVOS DA HISTERIA EM RELAÇÃO A TROCA DE ADMINISTRAÇÃO NA PETROBRAS

Por Wladmir Coelho

1 – A sra. Miriam Leitão confirmou em seu artigo dominical uma suspeita que vai ganhando forma a respeito da substituição no comando da Petrobras. Escreveu a jornalista de O Globo: “Eles [o general indicado e o presidente do Conselho da empresa um almirante] agora farão juras à economia de mercado e à governança da empresa. Será mentira. Alguns do mercado vão fingir acreditar.” Desta citação leitoniana destaco a expressão “alguns do mercado” e considerando o grau de exigências para pertencer ao elevado círculo das finanças e desta influir em questões como a gestão da Petrobas estamos, de forma evidente, nos referindo aos   muito ricos.

2 – A sra. Leitão a partir da frase em questão revela o tamanho da disputa envolvendo diferenças conflitantes entre frações dos muito ricos. E quais seriam as vantagens daqueles que “vão fingir acreditar”? a ilustre jornalista não explica, mas podemos começar a juntar os caquinhos e perceber os interesses no controle das empresas estratégicas, incluindo a Petrobras, seguindo o caminho óbvio do dinheiro, ou alguém acredita num capitalista a  fingir o lucro? Vejamos: o sr. Roberto Castello Branco foi conduzido à presidência da Petrobras para acelerar a privatização da empresa e assim procedeu atendendo as expectativas do dito mercado entregando a distribuidora BR, a refinaria Landulpho Alves aos apetites insaciáveis dos muito ricos representados nos fundos de investimentos entrelaçados estes, como sabemos, aos grandes bancos nacionais e internacionais.

3 – DÁ CÁ O MEU! Primeiro precisamos entender que o sr. Castello Branco não foi substituído pelo o sr. Castello Vermelho como está a sugerir a histérica reação dos comentaristas econômicos dos jornalões brasileiros criando a impressão de ter indicado, o sr. Jair Bolsonaro, um cavalo dos generais Horta Barbosa ou Estilac Leal para a presidência da Petrobras. Calma minha gente, o sr. general Joaquim Silva e Luna foi apontado para manter, ou melhor, incluir no seleto grupo de beneficiários do saque ao Estado brasileiro os setores da burguesia auriverde ainda não contemplados colocando em prática o combinado na última eleição. As alterações nas administrações das empresas controladas pelo Estado atingem, por isso mesmo, um segundo setor estratégico anunciando o sr. Bolsonaro, depois de concordar com a nomeação de um psiquiatra defensor eletroconvulsoterapia para a coordenação de saúde mental do SUS, que vai “meter o dedo na energia elétrica”.

4 - O sr. general Luna estudou na mesmíssima cartilha do sr. Castello Branco  e seu ardor nacionalista apenas representa uma fração diferente dos muito ricos e segue a tradição entreguista do Marechal Eurico Dutra, do general Juarez Távora sistematizadas pelo gênio da subserviência ao imperialismo o general Golbery do Couto e Silva e não podemos  esquecer daquele militar, homônimo do presidente demitido da Petrobras, a ocupar o posto de primeiro ditador após o golpe de 1964. Estes ilustres senhores defenderam a subserviência do Brasil aos interesses do imperialismo estadunidense e ao longo da ditadura suas ideias e práticas travaram a consolidação da Petrobras como detentora do monopólio estatal do petróleo submetendo a empresa aos limites de um nacionalismo dito “responsável”, ou seja, sem desequilibrar a segurança continental em favor dos Estados Unidos este a defender, conforme a doutrina ainda vigente nas forças armadas, o mundo da guerra total traduzida na mítica do “perigo comunista”.

5 – O sr. Bolsonaro conseguiu, em termos eleitorais, mais uma cortina de fumaça e vai utilizá-la como forma de manter a imagem – junto ao seu eleitorado – de vítima de um sistema contra o qual não possui suficiente forças para derrotar enquanto a dita democracia continuar em prática. Agrada o dito senhor os ingênuos e os sabidões arcando aqueles com a carga dos constantes aumentos dos combustíveis e gás de cozinha em nome da maior lucratividade possível aos trilionários sejam estes nacionais ou estrangeiros encontrando os interesses destes entrelaçados nos fundos de investimentos de Nova Iorque.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

ELETRICIDADE PRIVADA DO TEXAS DEIXA 4 MILHÕES SEM AQUECIMENTO NO INVERNO MAIS RIGOROSO DOS ÚLTIMOS 30 ANOS

 



* ELETRICIDADE PRIVADA DO TEXAS DEIXA 4 MILHÕES SEM AQUECIMENTO NO INVERNO MAIS RIGOROSO DOS ÚLTIMOS 30 ANOS

* O LUCRO DO SETOR PRIVADO E OS SUBSÍDIOS DO ESTADO

* O BRASIL DOS COLONIZADOS PRONTO PARA COPIAR O MODELO TEXANO

Por Wladmir Coelho

1 – O PIB do Texas ocupa a segunda posição nos Estados Unidos perdendo para a California  apresentando o primeiro um valor superior ao verificado no Brasil a liderança do Estado do Vale do Silício revela a importância do desenvolvimento e inovação tecnológica para a economia estadunidense possibilitando desde o comentarista econômico da Globonews ao mais ingênuo telespectador  perceber as origens da disputa com a China em relação ao controle do 5G.

2 - O Texas e a Califórnia pertenciam originariamente ao México anexados aos EUA a partir dos planos imperialistas justificados, para os consumidores de obras de ficção, na superstição conhecida por “destino manifesto” ainda hoje presente nas ações do império a percorrer o mundo com seu potente armamento a intervir aqui e ali em nome da democracia, dos valores cristãos do ocidente.   

3 – Destes valores cristãos, ocidentais do imperialismo estadunidense destaca-se a crença no culto a dita liberdade de mercado permitindo a transformação do ar, da água, da vida em mercadoria aspecto traduzido no conhecido modelo de saúde daquele país a conferir a quem pode pagar o acesso aos cuidados médicos o mesmo verificando-se no setor habitacional caracterizado pela eternização do pagamento de tributos aos banqueiros apresentando a mesma sorte os jovens interessados em frequentar uma universidade reservando ao modelo civilizatório de mercado, como é possível verificar, o elemento dinheiro como forma de acessar as mínimas condições de sobrevivência. Veja bem, sobrevivência.

4 – A civilização cristã de mercado proporciona uma espécie de seleção daqueles em condições de sobreviver confundindo como mais apto aquele possuidor de dinheiro para pagar e desta forma garantir a reprodução do modo de vida, veja bem agora refiro-me a vida, repleta de liberdades e luxos dos controladores dos hospitais, supermercados, universidades, empresas de tecnologia, bancos todos entrelaçados pelo interesse e necessidade de explorar ao máximo em nome da valorização de suas ações em Wall Street. Este modelo de base religiosa, confundindo os interesses do capital com aqueles de uma nação a rotular de fracassado todo explorado a residir em seu automóvel, alimentando-se da caridade permite, sem o menor constrangimento, a morte de milhares em nome da liberdade do mercado, este considerado um deus, da ausência de legislação a proteger a população da intemperes, do frio extremo. Vejamos um caso concreto:

5 – O Estado do Texas – aquele detentor de um PIB trilionário – não consegue oferecer aos produtores deste valor, a quem chamamos de trabalhadores, as garantias de sobrevivência durante o rigoroso inverno com temperaturas de até 18 graus negativos no segundo Estado mais rico da maior economia do mundo. No Estado da estrela solitária os trabalhadores estão a sofrer com o frio em função dos constantes cortes – parciais e totais – no fornecimento de energia elétrica utilizada, inclusive, para o funcionamento dos aquecedores. As empresas do setor de eletricidade naquele Estado encontram-se controladas pelo competente – e aqui não faço ironia – setor privado. Competente em sua dimensão lucrativa graças aos métodos administrativos a reduzir qualquer tipo de investimento na rede explorando ao máximo o equipamento existente resultando na sobrecarga e pane optando, os distribuidores, pela receita mais simples: cortar o fornecimento para retardar o colapso total e também evitar a compra de energia mais cara em função do aumento do consumo tudo dentro das normas capitalistas.  

6 – A CULPA: Os jornais estadunidenses, aqui em nosso amado torrão traduzidos nas páginas dos grandes veículos com as características coloniais amplamente conhecidas, andam a culpar o corte de energia como decorrência da inesperada onda de frio e devem existir por lá aqueles acreditando em castigos sobrenaturais preferindo os capitalistas a transferência das responsabilidades ao Estado resultando este último aspecto a corrida e exigência de novos incentivos dos cofres estatais. Sim, os controladores do setor de eletricidade do Texas querem mais dinheiro público para investir na ampliação da capacidade da rede e recebem da imprensa dominante o devido apoio cobrando esta a imediata satisfação dos muito ricos. O Estado, por sua vez, representado pelo governador republicano, Greg Abbott, resolveu culpar as empresas capitalistas do setor de energia eólica e as forças da natureza protegendo os donos do petróleo e aqueles da eletricidade. A disputa pelo setor energético não é brincadeira e sua desorganização provoca mortes.

7 – O modelo texano de energia elétrica aproxima-se daquele defendido pelo governo brasileiro da fragmentação – aplaudido pelos comentaristas e defensores da democracia da Globonews, Band News, CNN e outras empresas com nome e atuação colonizadas -   substituindo a prática adotada anteriormente de centralização criando, o modelo “modernizante”, uma série de geradores e distribuidores com políticas econômicas diferenciadas impedindo o planejamento e intervenções imediatas em momentos de crise gerando a lucratividade e valorização das ações em Nova Iorque e péssimos serviços no Brasil.

8 – O discurso privatista – vide o caso estadunidense – não exclui a presença do Estado transformado este em simples financiador dos apetites do capital e neste ponto encontramos os fundamentos, os interesses presentes nas chamadas reformas implantadas no Brasil todas, sem exceção, a enfraquecer, deturpar, afrontar, desrespeitar os princípios presentes na Constituição – essa exaltada em sua dimensão política nos editoriais dos grandes meios de comunicação e execrada em seu elemento econômico notadamente nos aspectos relativos aos direitos sociais – introduzidos a partir da necessidade de superação do modelo econômico de base colonial decorrendo desta as determinações para o planejamento econômico considerando, inclusive, a constituição de empresas nos setores da energia, abastecimento alimentar, da água, do esgoto da comunicação e precisamos entender; a partir da Petrobras, Eletrobras, Telebras as empresas estaduais de energia,  saneamento e telefonia o Brasil criou as bases para a superação do atraso econômico.

9 – Criou as bases, note bem, todavia a superação foi sabotada, travada pelos interesses do capital interno e externo combinado o primeiro ao segundo revelando a necessária revisão do modelo proposto um tema a confundir os ingênuos com a necessidade de privatização e entrega do patrimônio do povo brasileiro aos interesses do lucro de Nova Iorque.   


 



* HOJE NO GOVERNO AMANHÃ NA CORPORAÇÃO A PROMISCUIDADE DO CAPITAL

* OLIGOPÓLIO DAS PLATAFORMAS E DESTRUIÇÃO DO PEQUENO E MÉDIO EMPRESÁRIO

* TRABALHADORES DE APLICATIVOS E A ILUSÃO EMPREENDEDORA

* ESTADO FRACO PARA O POVO E FORTE PARA O CAPITAL

Por Wladmir Coelho

1 – Em 2019 o governo da Índia estabeleceu alguns limites ao capital estrangeiro aspecto que desagradou, dentre outros, a AMAZON responsável pelo controle naquele país da plataforma de vendas com mais de 400 mil comerciantes dos quais apenas 33 controlam um terço das vendas segundo documentos da própria multinacional estadunidense. A situação fica ainda mais assustadora quando acrescentados ao número inicial duas empresas associadas a própria AMAZON como responsáveis por 35% das transações revelando em termos práticos 35 empresas dentre 400 mil a controlar dois terços das vendas no segundo país mais populoso da Terra.

2 – Para resolver a questão a AMAZON colocou em ação o ex-secretário de imprensa durante o governo de mr. Barack Obama, Jay Carney, atual executivo da multinacional, a mexer os pauzinhos cobrando aqui e ali os favores, utilizando as informações de todos os tipos reunidas e conhecidas durante o período em que esteve no governo em defesa da corporação revelando o quanto a balela do livre mercado encontra-se ancorada na liberdade de circulação dos representantes dos interesses do capital nos diferentes segmentos da administração pública ilustrando, no caso brasileiro, os interesses presentes na dita reforma administrativa caracterizada pela extinção do concurso público liberando aos chefes de executivo, do prefeito ao presidente da república, a livre nomeação de apadrinhados e dependendo do cargo com a necessária benção dos banqueiros como ocorre com o Banco Central independente, precisamos reforçar, de qualquer compromisso com os interesses nacionais.

3 – Em 2020 a AMAZON apresentou lucro de US$ 21,3 bilhões um crescimento de 84% em relação ao ano anterior um poder econômico fantástico a serviço da destruição do pequeno em beneficio dos oligopólios comerciais passando o fato concentração despercebido dos pequenos comerciantes sustentando estes a sua própria eliminação muito bem conduzida a partir de campanhas publicitárias sofisticadas reforçando a ideologia do momento, a saber, a liberdade empreendedora entendida esta em sua dimensão individualista ocultando uma espécie de darwinismo econômico.

4 – Quando um pequeno ou médio empresário, aquele nosso vizinho de classe média, aceita participar do esquema AMAZON enquadra-se, sem perceber, aos interesses medidos em bilhões, trilhões de dólares  a divulgar de forma privilegiada outras tantas empresas controladas de forma direta ou indireta pelo proprietário da plataforma a exemplo de supermercados, industrias e revendas de vestuário, sapatos, automóveis e ainda paga, o nosso vizinho, para aumentar os valores das ações dos muito ricos tornando-se mais um explorado acreditando possuir autonomia de “empresário” igualzinho acontece aos trabalhadores da 99, Uber e demais membros do oligopólio das plataformas comerciais.

5 – O oligopólio das plataformas comerciais utiliza-se da ideologia da dita liberdade empreendedora fundada na crença das oportunidades ocultando o quanto impedem a concretização da promessa de liberdade a partir do controle das pesquisas no setor e não  resultando estas em patentes eternas – aquelas do Vale do Silício -  acrescidas do poder de escala resultante da concentração efetivada a partir das incorporações, fusões ou eliminação física de eventuais concorrentes. Neste sentido aplicam desde a redução dos preços para eliminação de potenciais rivais para em seguida utilizar valores de monopólio privado incluindo a elevação das taxas daqueles iludidos com as promessas do liberalismo ou neoliberalismo econômico.

6 – O controle oligopolizado de vastos setores do mercados interligados a partir dos fundos de investimentos internacionais não será derrotado a não ser que o Estado, notadamente nos países de economia de base colonial, assuma a função de planejar controlando diretamente os setores estratégicos – energia, alimentação, pesquisa e inovação tecnológica – aspectos ainda presentes na Constituição de 1988 enfraquecidos ou ameaçados a partir do festival de reformas a favor dos muito ricos.

7 – O Brasil, neste contexto, segue aceleradamente a transformação de seus trabalhadores – incluindo aqueles iludidos com as promessas empreendedoras – em sujeitos superexplorados  em favor dos interesses do capital e aqui devemos recordar que neste processo não há espaço para todos aspecto, quem sabe, a explicar a opção pela morte e fragilidade sanitária observada em nossos dias.    


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

CLASSE MÉDIA ACREDITA PERTENCER AO MUNDO ENCANTADO DOS MUITO RICOS

 


* CLASSE MÉDIA  ACREDITA PERTENCER AO MUNDO ENCANTADO DOS MUITO RICOS

* NOS EUA A DÍVIDA DOS PEQUENOS E MÉDIOS EMPRESÁRIOS FOI PERDOADA

* QUEM VAI DAR O BEIJO NA BELA ADORMECIDA OXIGENADA ?

Por Wladmir Coelho

1 – A classe média auriverde adora, idolatra o discurso moralista repleto de falsidades históricas associando a tragédia econômica nacional a corrupção sem perceber o quanto este costume está a promover os interesses dos muito ricos acreditando o modesto proprietário da padaria, da lojinha de 1,99, do restaurante, do colégio do bairro enfim todos aqueles encalacrados na fúria bancária uma instituição responsável por expropriar milhares de apartamentos com varandas gourmet, carrões ao estilo SUV, suspender cartões de crédito, renegociar dívidas de modo a permitir a sua eternização transformando os iludidos com investimentos em Wall Street em superexplorados, ingênuos defensores de um modelo a destruí-los.

2 – Os senhores e senhoras dos cabelos artificialmente louros e das roupas e calçados de marca tornam-se vítimas da formação colonial reforçada na doutrinação a partir do modelo estadunidense do empresário vitorioso o indivíduo a superar os problemas graças a sua condição de empreendedor – o fundamentalismo religioso  tem papel também e para este fim basta ver o quanto determinadas empresas do setor congregam em cultos reservados os empresários de classe média –  Perceberam o problema?

3 – Respondo: a ilustração desta postagem representa a contradição da ideologia do individuo a superar as dificuldades revelando a elevada dependência ou submissão, aprisionamento da classe média ao setor bancário transformando esta em tributária dos muito ricos. Ao longo da presente crise os bancos emprestaram dinheiro a partir dos recursos recolhidos junto a massa de correntistas – inclusive de classe média – reduzindo o governo o valor a ser depositado no Banco Central sem falar nas isenções legais e oportunistas oferecidas aos tubarões com relação aos impostos ou programas especiais de financiamento com recursos públicos.

4 – Os bancos centralizaram estes valores e cobraram juros desconsiderando a mínima possibilidade de perdão afiando as garras para apoderarem-se de mais apartamentos, automóveis, imóveis comerciais sempre em defesa da propriedade privada, a deles, amarrando a classe média em sua crendice ideológica impedindo a reivindicação da anulação da dívida preferindo, vejam só, o ódio aos balconistas, cozinheiros, garçons, caixas, pessoal do serviço geral entendendo como forma de superação da tragédia econômica de nossos dias uma espécie de retorno ao período anterior a 1930 a saber; sem direitos trabalhistas, sem direitos sociais.

5 – Tadinhos da sinhá e do sinhô de classe média acreditando pertencerem ao mesmo mundo do sr. Leôncio, aquele da Escrava Isaura, ignorando a sua condição de assalariados dos antigos proprietários de escravos hoje com seu capital, acumulado às custas do trabalho compulsório e devidamente bajulado pela classe média, investido nos bancos, financeiras e até no setor produtivo. A sinhá que cresceu assistindo novela das seis sonhando em andar de liteira e se casar com o sinhozinho vai às ruas com narizinho de palhaço e bandeira nacional exigindo a reabertura oficial da senzala, mas esquece de perguntar: sem escola pública, sem saúde pública o tal custo brasil vai aumentar ou diminuir? sem direitos trabalhistas e salários lá no chão quem vai comprar na minha padaria? Sem o perdão da dívida com os bancos dos pequenos e médios quem vai matricular o menino do colégio do bairro? Apenas para recordar: a metrópole endeusada pela madame do bairro autoproclamado nobre resolveu anistiar parcela considerável das dívidas dos pequenos empresários isso lá, aqui a conversa é ao estilo senhor de engenho.

6 – A classe média assimila o discurso dos cursinhos das suas associações de classe, culto dos empresários na Universal e pronto! jamais entendeu a condição de dependência do Brasil, não consegue criticar a sua formação racista, antinacional destruindo qualquer possibilidade de superação do atraso, acreditando nos comentaristas ditos econômicos a cantar o investimento na bolsa como salvação da lavoura ocultando tratar-se este método em mais uma forma de transferência dos recursos do trabalho para os muito ricos. A classe média precisa urgente despertar do sono, da overdose de cloroquina. Quem vai dar o beijo na Bela Adormecida?  


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