quinta-feira, 23 de abril de 2020

PLANO MARSHALL BOLSONARISTA, QUAL A SURPRESA?




* PLANO MARSHALL BOLSONARISTA, QUAL A SURPRESA?

*GENERAIS NACIONALISTAS EXISTEM SOMENTE NA IMAGINAÇÃO DOS INGÊNUOS

* QUANTA DESINFORMAÇÃO NOS MEIOS DE INFORMAÇÃO

* VAMOS ESTUDAR HISTÓRIA?

Por Wladmir Coelho

1 – Os jornais noticiam a criação de um grupo de trabalho em Brasília, chefiado pelo general Braga Neto, para “coordenar ações estruturantes e estratégicas para recuperação, crescimento e desenvolvimento do país” recebendo este o apelido de Plano Marshall.

2 – Os inocentes, ingênuos, otimistas ou simplesmente oportunistas de sempre aproveitaram a ocasião para os vivas costumeiros ao general ponderado, “nacionalista” e tutor do incontrolável sr. Bolsonaro apagando, estes oportunistas, de seus escritos e vídeos do YouTube o tenebroso 19 de abril data das manifestações concertadas realizadas nos Estados Unidos e Brasil defendendo estas a prática cruel da imunidade do rebanho merecendo, na capital brasileira, uma manifestação em frente ao Comando do Exército pedindo a volta da ditadura militar merecendo o referido episódio um discurso do tutelado pelo militar patriota.

3 – Esta prática de vivas ao “presidente de fato”, assim referem-se os oportunistas ao general Braga Neto, encontra-se amparado na celebre frase do grande Chacrinha: “eu vim para confundir e não para explicar” e cumpre, nos vídeos e textos oportunistas, a função de desmobilizar o povo criando a ilusão de uma disputa interna no governo entre “nacionalistas” e “entreguistas” agora simbolizada na criação de um grupo de trabalho apelidado, ao modo colonizado, de “Plano Marshall” associando o projeto de dominação imperial ao nacionalismo econômico.

4 – Assumem os oportunistas seu tradicional apoio ao projeto de dominação imperialista utilizando o discurso de pertencimento do Brasil a cultura ocidental, democrática e cristã entendendo esta a partir da organização social estadunidense reforçando os fundamentos ideológicos para a submissão cultural, notadamente dos grupos dominantes, proporcionando a sustentação do modelo econômico de base colonial. A utilização de termos associados aos interesses imperialistas, no caso deste texto refiro-me ao Plano Marshall do general patriota, transformando estes em práticas de salvação revelam o quanto encontram-se colonizados vastos setores ditos progressistas incapazes de uma análise política, social, econômica a partir da realidade brasileira.  

5 – Para entender esta afirmativa precisamos recorrer a história e retornar ao ano de 1947 quando ficam estabelecidas as bases da política externa dos Estados Unidos durante a Guerra Fria  sistematizadas na chamada doutrina Truman (Harry Truman foi presidente dos Estados Unidos entre 1945 e 1953) amparada no velho e carcomido discurso do “destino manifesto”, ou seja, o mito dos EUA como nação escolhida por Deus para levar ao mundo à democracia e seus valores civilizatórios ocidentais, naquele  momento histórico resumida ao objetivo de barrar o avanço do eterno perigo comunista, valendo-se, para este fim, da manutenção dos governos fascistas espanhol e português, a legitimação da monarquia fascista Grécia – este, ao lado da Turquia, merecedor dos primeiros empréstimos e apoio militar estadunidense contra o povo -  e combate violento aos movimentos de reivindicação dos trabalhadores sempre em nome da liberdade, principalmente, econômica.

6 – Neste mesmo ano de 1947 Winston Churchill divulga o termo “cortina de ferro” criando uma separação de base ideológica entre os países europeus “ocidentais” e aqueles socialistas agora entendidos como “orientais” distinguindo-se esta classificação na associação da liberdade ao capitalismo a ser defendido – enquanto base dos valores democráticos, cristãos e ocidentais – a partir do poder militar dos Estados Unidos devidamente apoiado pela Agência Central de Inteligência – CIA – também criada em 1947 -  expandindo a mistificação salvífica estadunidense assumindo no Brasil sua forma definitiva a partir da criação da Escola Superior de Guerra, em 1949, funcionando esta como centro de sistematização e difusão dos elementos presentes na doutrina Truman aos militares, meios empresariais, acadêmicos, jornalistas.    

7 – A doutrina Truman – fica fácil perceber – amplia a presença do setor industrial bélico na economia estadunidense uma continuidade, em relação a proteção da indústria local, da economia de guerra revelando em sua fundamentação a dependência do capital dos recursos estatais e tratando-se de um império a necessária existência de uma força militar moderna em condições de atacar a qualquer momento com as armas mais avançadas, independentemente da localização, eventuais governos contrários aos interesses imperialistas.

8 – Aqui um parêntese; enquanto na Europa o discurso da liberdade mantinha no poder os fascistas no Brasil o governo ditatorial de Getúlio Vargas, de postura nacionalista, era derrubado a partir de um golpe militar acusado de aproximação com os comunistas, sindicatos e não subordinação aos interesses estadunidenses. O chefe do movimento golpista, general Eurico Dutra, era daqueles convertidos de admirador do fascismo em amante da liberdade e devotado seguidor do destino manifesto. Eleito presidente o general democrata – governando com a Constituição da ditadura de 1937 naturalmente ignorando os aspectos nacionalistas - tratou de arrochar os salários, reprimir de forma violenta os defensores do monopólio do petróleo, chegando a cassar o Partido Comunista Brasileiro, romper relações diplomáticas com a União Soviética e abrir ao máximo a economia brasileira aos interesses do imperialismo.

9 – Voltando a Doutrina Truman; para concretizar uma política externa expansionista, como verificamos, o imperialismo estadunidense estabelece um projeto sustentado a partir de uma ideologia salvífica difundida esta com apoio da CIA encrustando nos países subordinados seus respectivos centros de doutrinação devidamente acompanhado do crescimento do poder militar sustentado a partir de uma indústria gigantesca. Aos aspectos ideológicos e de força acrescenta-se a presença econômica através de empréstimos e doações sempre associados à troca comercial.

10 – O plano Marshall – nome fantasia do Plano de Recuperação Europeia -  constitui parte desta estratégia e foi idealizado pelo general George Catlett Marshall enquanto ocupava o cargo de Secretário de Estado de Harry Truman destinando a 16 países europeus US$ 13 bilhões – na época o equivalente a 2% do PIB estadunidense – destinados em sua maior parte, segundo dados do site InfoMoney em 25 de março, ao Reino Unido com US$ 3,2 bilhões, França US$ 2,7 bilhões, Itália  US$ 1,5 bilhão e parcela ocupada pelos Estados Unidos e Reino Unido da Alemanha com US$1,4 bilhão. O mesmo site informa a destinação dos recursos, em sua maior parte, para a importação de produtos dos próprios Estados Unidos a saber; 60% para compra de alimentos e insumos para produção agrícola e industrial, 16,5% em combustíveis, 16,5% em máquinas industriais e veículos e 7% com gastos de transporte efetivados com a Marinha Mercante.

11 – O plano Marshall, como verificado nos números acima, a partir do incentivo estatal aos setores produtivos dos Estados Unidos notadamente a sua indústria pesada e agricultura beneficiando-se esta enquanto o equivalente europeu recuperava-se – veja bem recuperava-se – dos efeitos destrutivos da guerra. Neste ponto temos aqui a observar ou comparar esta situação com aquela verificada no mesmo período na China país ao qual foi oferecido, através do mesmo general Marshall, uma proposta semelhante antes mesmo da oficialização do acordo europeu.

12 – O general Marshall, contudo, não conseguiu o mesmo sucesso e neste ponto devemos considerar e entender a diferença entre recuperar um parque industrial e tecnológico e construir e desenvolver um projeto de industrialização e modernização da agricultura – este era o principal ponto – na China em busca da superação de seu atraso e principalmente das dificuldades na segurança alimentar.

13 – A China rejeita o acordo com os Estados Unidos não em nome da ideologia e sim amparada na proposta de construção de sua soberania e pouco seria útil um governo revolucionário dependente de alimentos importados e destes as consequentes intervenções econômicas externas na política interna tornando nulo o rompimento com o modelo imperialista.

14 – Os resultados positivos do Plano Marshall para a retomada da economia europeia  encontram-se ainda hoje em debate e apesar dos elevados índices de crescimento durante a vigência – 55% em quatro anos -  existindo uma atenção especial a condição de associação entre os capitais dos diferentes países beneficiados com aquele sediado nos Estados Unidos verificando-se ainda, através desta associação, o acesso e controle estadunidenses das matérias primas – incluindo petróleo – presentes nas antigas colônias do Reino Unido, Espanha, Portugal, França e demais potências coloniais existindo ainda no caso da Alemanha a permanência do controle das empresas em mãos da mesma burguesia responsável pela ascensão do nazismo controle este, naturalmente, associado ao capital imperial.

15 – Ao Brasil, como podemos perceber, nada foi oferecido com relação aos alegados benefícios da ajuda do Plano Marshall a não ser uma oferta de equipamentos militares, durante o governo do presidente Getúlio Vargas, como forma de garantir a participação brasileira na guerra da Coreia no inicio dos anos 1950 como sabemos um conflito ainda não terminado em sua plenitude e resultado dos interesses do capitalismo em aproximar e garantir a presença na Ásia como forma de limitar a China.

16 – O presidente Vargas, apoiado por vastos setores da sociedade incluindo os militares nacionalistas liderados pelo então ministro da guerra general Stilac Leal, recusaram a participação brasileira no conflito revelando uma política externa no mínimo independente. Os resultados desta posição sabemos todos; o general Stilac Leal foi retirado do ministério terminando Vargas da forma que todos sabemos. Eis uma oportunidade para o entendimento do conceito de militar nacionalista inclusive percebendo a postura de um general não formado a partir da doutrina elaborada na Escola das Américas e traduzida aqui de forma insistente e permanente ainda em nossos dias explicando este fato a postura plácida diante de protestos nas portas dos quartéis exigindo um governo de força, autoritário reprimindo qualquer ameaça aos interesses do império igualzinho em 1964.

17 – Em termos de aproximação ou acordos de ajuda dos Estados Unidos coube ao Brasil e demais países da América Latina, no início dos anos 1960 durante o governo de John Kennedy, a famosa Aliança para o Progresso construída na base da doação de leite em pó o programa apresentava como fundamental ao combate do eterno monstro comunista – naquele momento localizado em Cuba -  o discurso da melhoria das condições de vida da população sempre mantendo o cuidado de sacramentar o modelo capitalista atribuindo ao crescimento “excessivo” da população o problema da distribuição de renda desdobrando esta ação nos programas de esterilização em massa – hoje temos o discurso da imunidade do rebanho -  enquanto no campo ideológico desembocou na construção de um modelo de escolarização recentemente ressuscitado sem falar na ênfase na formação do técnico pela técnica desvalorizando a pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

18 – Em termos conclusivos devemos observar o quanto ainda necessitamos de aprofundar o debate a respeito do conceito de nacionalismo econômico para os países atrasados aparecendo o caso brasileiro acrescido de um entendimento dos elementos históricos responsáveis pela solidificação ideológica do imperialismo a ponto de existirem associações ingênuas entre os meios utilizados para a reprodução deste como forma de superação do atraso.

19 – O exemplo desta ingenuidade revela-se na fantasia pueril de associar qualquer medida intervencionista por si a condição de rompimento com o modelo entreguista esquecendo o quanto o Estado brasileiro é utilizado para exatamente garantir e legitimar as práticas de espoliação seja através da destruição do mercado interno, remetendo sem limites recursos ao exterior e agora criando os meios para comprar papeis das empresas e dividas do império. O Brasil não precisa de um plano Marshall e sim de uma proposta de rompimento com o modelo imperialista resgatando assim a sua soberania.              

segunda-feira, 13 de abril de 2020

PANDEMIA E AULAS ONLINE; A NEFASTA SUBMISSÃO DOS ESTADOS AOS INTERESSES DO CAPITAL INTERNACIONAL






* PANDEMIA E AULAS ONLINE; A NEFASTA SUBMISSÃO DOS ESTADOS AOS INTERESSES DO CAPITAL INTERNACIONAL

Por Wladmir Coelho

1 – Em 13 de dezembro de 2017 o site do Fórum Econômico Mundial publicava um artigo prevendo para 2027 a robotização total das escolas incluindo a categoria profissional dos professores no rol daquelas destinadas ao desaparecimento em função do avanço tecnológico somando esta aos médicos, jornalistas, advogados sem falar no operariado e até motoristas de UBER substituídos por veículos autônomos.

2 – Desta previsão do fim do trabalho físico faltou ao profeta, sir Anthony Seldon especialista em educação da Universidade de Buckingham, explicar qual seria o sistema econômico a surgir desta robotização total em substituição ao capitalismo amparado, como sabemos, na exploração do trabalho físico limitando-se, o Nostradamus do século 21, a simples repetição do mantra das vantagens de possuir a educação mundial robotizada um “professor” que não adoece, não tira licença, não precisa de férias e outros nãos e nãos desumanizados.

3 – O artigo apresentava, todavia, como impedimento imediato da realização da profecia do nobre inglês algumas dificuldades no campo das relações humanas insinuando a existência de pronto atendimento das exigências materiais e tecnológicas o mesmo discurso do caridoso casal Bill e Melinda Gates e sua fundação lobista dos interesses, inclusive, da educação à distância.

4 – A caridade de mr and mrs Bill Gates tem o tamanho e o alcance do poder econômico permitindo a presença  planetária dos interesses do pio casal – naturalmente associados aos bancos e fundos de investimentos -  em padronizar o processo ensino aprendizagem a partir dos interesses de sua Fundação envolvendo não somente o aspecto relativo ao controle das plataformas de ensino à distância, mas ao incentivo e patrocínio das avaliações externas e destas ao modelo de currículo escolar sempre associado ao dito projeto de vida disfarçado, de forma colorida, ao discurso meritocrático do cada um por si.

5 – Os Gates não ocupam sozinhos o posto de interessados – caridosamente – em aprofundar a presença da automação nas escolas apresentando o Google igual fúria na disputa pelo ensino online buscando o controle da principal mercadoria do momento; as informações pessoais dos estudantes e professores garantindo assim uma divisão do mercado controlando os Gates os softwares ficando o segundo com os anúncios.

6 – Este tipo de divisão de um segmento do mercado não constitui uma novidade no capitalismo e funciona a partir de um acordo entre os grandes grupos e podemos encontrar exemplos desde o setor financeiro – funcionando como espécie de liga da concentração de mercado -  até a indústria petrolífera assumindo estes oligopólios funções de controle nas respectivas políticas econômicas dos países notadamente aqueles mais atrasados impedindo o desenvolvimento de tecnologias nacionais adotando a prática de importação daqueles cientistas com maior potencialidade funcionando neste ponto o controle das atividades escolares como espécie de agência de seleção.  
  
7 – No Brasil a estrutura para adaptação da educação aos interesses do capital monopolista foi aprofundado a partir da Lei 13415/17 responsável pela reforma do ensino médio e toda legislação educacional posterior amparada no projeto de diminuição do tempo presencial do aluno na escola permitindo o total de até 20% do tempo do ensino médio diurno para o ensino à distância, 30% do ensino médio noturno e 80% na Educação de Jovens e Adultos (EJA) isso acrescido da redução da Base Nacional Comum Curricular para 1800 horas anuais criando ainda 1200 horas anuais para cumprimento, inclusive, fora das escolas.

8 – Coincidentemente, a partir do ano de 2017, registrou-se farta aquisição de editoras de livros didáticos e escolas, inclusive, de ensino médio através da antiga Kroton Educacional atual Cogna apresentada na revista Exame em 7 de abril último como beneficiária deste momento de fechamento das escolas – de ensino básico e superior – apesar do risco de inadimplência considerando sua experiência no ensino à distância: “com os alunos em casa, a empresa está abrindo essa opção para as escolas e depois poderá aproveitar esse canal para oferecer novos produtos e serviços.”

9 – Em termos práticos a reportagem em questão apenas esclarece a condição de bola da vez no mercado acionário das empresas de educação à distância direcionando para este setor o grande capital representado nos fundos de investimentos internacionais surgindo ao mesmo tempo – pura coincidência -  um discurso oficial pautado na “defesa da educação” dos pobres aspecto a ser abordado mais adiante no presente artigo.  

10 – A crise econômica detonada a partir da pandemia do COVID-19 contribuiu para a aceleração do processo de introdução do modelo de ensino a distância sempre conduzido pelo discurso caridoso pronunciado com voz macia, mas ocultando os reais interesses econômicos dos bancos e fundos de investimentos internacionais cuja voracidade faz incorporar em todo o planeta, aos respectivos patrimônios, trilhões de dólares incluindo no Brasil – através da emenda constitucional do Orçamento de Guerra – o poder de suspender o vinculo constitucional da educação ficando o Estado brasileiro proibido de retirar um centavo do montante destinado ao  pagamento dos juros da dívida pública.  

11 – Somado a propensão dos estados em doar os recursos dos trabalhadores aos grandes grupos financeiros temos ainda o discurso do direito à educação transformado em forma de aumento destas doações através de uma inesperada preocupação dos governos capitalistas em garantir o acesso das crianças e jovens ao conteúdo escolar durante o período de isolamento e deste o fechamento das escolas em todo o planeta criando, eis a resposta ao inesperado surto de defesa da educação dos governantes capitalistas, um mercado de pelo menos um bilhão de pessoas segundo levantamento da UNESCO.

12 – Aproveitando esta oportunidade de negócios o Goldman Sachs recomenda aos seus clientes milionários o investimento em empresas do setor de tecnologia em ensino à distância experimentando estas, aumentos consideráveis nos valores de suas ações algumas, segundo os avaliadores do Goldman, prometendo valorização de até 50% nos próximos 12 meses.

13 – Este otimismo do setor financeiro global, todavia, não está amparado na entrega efetiva de um produto – o ensino online – de forma ampla aos estudantes independente da localização geográfica, classe social, acesso à internet e equipamentos necessários a concretização do processo ensino aprendizado pago com recursos  estatais existindo de forma evidente uma farsa para possibilitar a transferência de recursos da educação pública aos tubarões do sistema financeiro internacional pagando, naturalmente, as comissões de costume aos intermediários.

14 – O Banco Mundial, em recente relatório, confirma esta situação ao informar que  “A transição para o aprendizado on-line em escala é uma tarefa muito difícil e altamente complexa para os sistemas educacionais e mesmo em condições não emergenciais poucos (se houver) sistemas de ensino, incluindo aqueles de melhor desempenho, estão bem equipados para oferecer o ensino on-line.”

15 – O relatório ainda aponta o elevado custo para a criação e manutenção da estrutura necessária ao funcionamento pleno do ensino online acrescido este do necessário preparo dos professores envolvidos no processo e mesmo existindo esta estrutura de transmissão ficam ainda questões relacionadas a equidade existindo o risco de beneficiarem-se somente aqueles estudantes pertencentes aos grupos sociais em condições de pagar o acesso à internet e compra do equipamento necessário ao aprendizado.

16 – A limitação do acesso á internet levou diferentes universidades públicas do Brasil a não adotar as chamadas aulas online para os estudantes da graduação e destas encontram-se incluída a Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG - entendendo os conselheiros da Câmara de Graduação as limitações quanto a equidade afirmando: “[a] heterogeneidade do corpo discente da UFMG não permite garantir que todos terão acesso frequente e estável aos recursos computacionais necessários para acompanhamento das atividades.”

17 – A dificuldade observada nas condições dos estudantes da UFMG não difere daquela apontada através dos estudos da Telecommunication Development Sector – ITU – revelando a existência de 41% da população mundial sem acesso à internet enquanto 51% não possui computadores dependendo estes de estabelecimentos como bibliotecas públicas para entrarem em suas contas aspecto agravado nas populações das periferias e rurais sem nenhuma possibilidade.

18 – Devemos ainda observar que o acesso à internet de banda larga – necessária para a melhor fluidez e desenvolvimento das propostas de ensino online – depende do poder aquisitivo do usuário restrito, no caso brasileiro segundo a Agência Nacional de Telecomunicações ANATEL em 2019, ao número de 31,69 milhões de residências, ou seja, menos da metade do total.

19 - A pressa dos governos em estabelecer, em função da pandemia do COVID-19, o ensino online longe de atender aos interesses educacionais dos trabalhadores revela o elevado grau de contaminação entre os interesses do capital privado e aqueles responsáveis pela administração pública ambos preocupados em encontrar os meios para a salvação de um modelo econômico comprovadamente injusto e doente.   

terça-feira, 7 de abril de 2020

BANQUEIROS SEQUESTRARAM TODO O DINHEIRO DO BRASIL E GUARDARAM EM NOVA IORQUE







* BANQUEIROS SEQUESTRARAM TODO O DINHEIRO DO BRASIL E GUARDARAM EM NOVA IORQUE

* CDL/BH EXIGE DINHEIRO CIRCULANDO E SEM JUROS

* A CULTURA DA PREGUIÇA DE UMA ELITE COLONIZADA SERÁ ROMPIDA?

Por Wladmir Coelho

1 – A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte – CDL/BH – lançou a campanha Juros Zero para “sensibilizar” os bancos públicos e privados a promoverem linhas de crédito sem juros para socorrer o setor produtivo fundamentando este pedido nos elevados lucros das instituições financeiras.

2 – A iniciativa do CDL/BH reúne alguns aspectos importantes manifestando o seu presidente, Marcelo de Souza e Silva, uma intenção em promover não somente um socorro ao comércio, mas ampliado à indústria apelando inclusive ao sentimento patriótico dos banqueiros.

3 – Esta campanha do CDL/BH representa uma iniciativa no mínimo diferenciada das elites econômicas revelando inclusive uma cisão entre as parcelas da burguesia descobrindo o setor comercial a sua condição nacional e desta a necessidade de revisão do processo de dependência econômica inequivocamente o passo seguinte de uma campanha como esta aspecto já experimentado na história.

4 – A Federação do Comércio de Minas Gerais, no início dos anos 50, elaborou a partir dos trabalhos do professor Washington Albino a Tese Mineira do Petróleo defendendo a estatização total da exploração petrolífera como forma de garantir os meios necessários ao desenvolvimento industrial autônomo e deste a ampliação do mercado interno. Neste ponto, permitam-me, vou acrescentar uma impressão do próprio autor da citada tese de quem fui aluno e sou discípulo a respeito do interesse da Federação na instituição do monopólio estatal do petróleo: “foi um ato de patriotismo.”

5 – Destaco o fato patriotismo considerando este a partir do entendimento da realidade nacional necessitando para sua concretização o rompimento com aspectos culturais considerando a condição da classe dominante brasileira de  aliada ao imperialismo cuja principal característica é não fazer exigências revelando-se, desta forma, como subordinada, colonizada, ou melhor, uma espécie de delegada destes interesses no Brasil encontrando-se historicamente acostumada a simplesmente copiar tornando-se desta forma preguiçosa e incapaz de criar.

6 – A alienação cultural de nossa classe dominante oculta o entendimento da realidade social incluindo neste processo de alienação as forças repressivas notadamente seus chefes simbolizados de forma evidente na figura dos generais entreguistas e seus ritos ditos patrióticos na prática meios de legitimação da dominação imperialista.

7 -  Esta elite consome não somente a Disneylândia, o hamburguer, a música, a roupa, mas embutido nesta condição não criativa encontra-se o pensamento da classe dominante imperial igualmente consumido nas formas de organização do trabalho, da educação, do acesso aos direitos sociais configurando esta limitação criativa existente nas classes dominantes do Brasil o distanciamento do entendimento das causas associadas a dominação externa impedindo uma reflexão e desta a elaboração clara de uma proposta de um projeto nacional de desenvolvimento econômico relacionando-se este ao necessário rompimento com a subordinação imperialista.

8 – A crise econômica detonada a partir da pandemia do COVID-19 surge neste momento como espécie de terremoto no centro econômico e fim do mundo na periferia surgindo deste quadro adequações do capital internacional agora muito mais violento com relação a destruição da mínima possibilidade de concorrência aprofundando, desta forma, a destruição de qualquer obstáculo a sua reprodução.

9 – Desta realidade surgem os bancos e fundos de investimentos internacionais em sua condição de portadores das dívidas acumuladas ao longo dos últimos anos através da especulação pura e simples resumidos na farsa da recompra dos papeis pelos próprios emitentes criando a euforia da cocaína dos cassinos também chamados de bolsas de valores.

10 – Para a continuidade deste jogo dos grandes do centro do capitalismo é necessário retirar da periferia o que for possível e mais um pouco criando nestes a correta sensação de morte naqueles setores, embora participantes da orgia das bolsas, necessitam, para este fim, continuar minimamente a produção e venda de seus produtos no atacado e no varejo.

11– O sistema bancário brasileiro, todo ele associado e dependente do internacional, recebeu seus trilhões de reais do sr. Paulo Guedes e pede mais, mais e segue enviando tudo ao exterior comprando os títulos da sede do império faltando aqui na terra o necessário para o financiamento da produção e vendas no comércio.

12 – A elite colonizada agora começa a perceber que não passa disso e desesperada ensaiou o apoio aos pequenos e endividados da classe média através de carreatas da morte com frases amparadas no velho e conhecido racismo, mas percebeu o quanto era ridículo salvar de uma crise internacional a economia brasileira através da venda de ovos de páscoa ou abertura dos botequins.

13 – Neste momento a elite nacional – ou seu segmento produtivo e comercial – começa a perceber a necessidade de rompimento com seus irmãos do setor financeiro utilizando para este fim um discurso ainda tímido da redução dos juros ou apelar ao patriotismo como forma de salvar a economia nacional.

14 – Surgem aqui duas questões a primeira diz respeito ao necessário rompimento com o discurso colonizado da desregulamentação do setor financeiro exigindo a presença do Estado  não somente não somente em sua condição de doador de recursos do trabalhador aos bancos ao modo do modelo defendido pelos srs. Guedes e Bom Rapaz Maia, mas responsável pelo planejamento econômico e deste da produção algo próximo, principalmente nestes tempos de crise aguda, de uma economia de guerra entendendo esta à necessária planificação da economia.

15 – O segundo refere-se a superação do conceito de patriotismo associado a reprodução  da defesa dos interesses imperialistas e legitimação da prática da subordinação cultural exigindo, esta atitude,  a valorização da criatividade através do financiamento público da pesquisa e inovação tecnológica, da garantia dos recursos do povo às  escolas e universidades públicas, a garantia dos direitos sociais incluindo o trabalho e introdução de instrumentos democráticos, incluindo a representação dos trabalhadores, no processo de elaboração do planejamento econômico.

16 – A elite econômica brasileira sonhou até ontem em viver de renda em confortáveis mansões de papelão e gesso em Miami, contudo a forma de exploração do imperialismo sofre alterações implicando em necessária resposta de cunho soberano e intervencionista constituindo este fato em verdadeiro rompimento com a velha e carcomida fórmula imperialista.      

quinta-feira, 2 de abril de 2020

MR. TRUMP CONTAMINA O MUNDO COM SEUS NAVIOS INFECTADOS





* MR. TRUMP CONTAMINA O MUNDO COM SEUS NAVIOS INFECTADOS

* A GUERRA BIOLÓGICA NO CARIBE

* O IMPERIALISMO CONTINUA MATANDO E SAQUEANDO

Por Wladmir Coelho

1 – Os Estados Unidos possuem bases militares espalhadas pelo planeta existindo, entre estas e a sede do império, um contato diário envolvendo substituição de efetivo, abastecimento de combustíveis, viagens de familiares tudo isso realizado a partir de transporte aéreo e marítimo.

2 – A movimentação destes militares e funcionários civis estadunidenses – considerando a sua condição de segurança nacional embora em terras estrangeiras – revela o quanto a dominação militar imperialista contribui para o aumento dos casos de COVID-19 em diferentes pontos do planeta.

3 – Recentemente o caso do porta-aviões nuclear Theodore Roosevelt revelou como as forças militares estadunidenses podem matar não somente através de seus misseis e o quanto o conceito de guerra biológica não está restrito a formulação de “teorias da conspiração”.

4 – O Theodore Roosevelt possui 4 mil marinheiros e destes 100 encontravam-se comprovadamente contaminados surgindo estes casos após uma escala em Da Nang no Vietnã quando, naquele país, eram relatados 100 casos em Hanói.

5 – O navio, atualmente, encontra-se ancorado em Guam, um território estadunidense na Micronésia, e seu comandante, Brett Crozier, escreveu aos superiores uma longa carta cobrando uma ação mais efetiva da Marinha com relação ao atendimento dos doentes afirmando que em tempos de paz (sic): “os marinheiros não precisam morrer.”

6 – O comandante Crozier aponta o espaço reduzido das acomodações da embarcação como elemento principal para a propagação do vírus contribuindo para o aumento dos casos de COVID-19 e reclama da solução de “isolamento” coletivo, no interior do navio, inicialmente aplicada aos marinheiros por determinação do comando geral da Marinha.

7 – O comandante, contrariando as determinações superiores, ordenou o desembarque de 90% da tripulação em Guam restando no navio apenas aqueles tripulantes fundamentais à manutenção e comunicação existindo, segundo informações da imprensa estadunidense, um salto, de contaminados no Theodore Roosevelt, para 200 casos confirmados.

8 – Outro porta-aviões imperial, o Ronald Reagan, até o dia 27 de março, detectou a presença de 2 casos confirmados de COVID-19 deixando os Estados Unidos sem porta-aviões na região do Pacífico suspendendo o Pentágono, desde esta data, as informações relativas ao número de contaminados em suas forças armadas.

9 – Ainda com relação a necessidade de entendermos melhor o papel das forças de guerra do império no processo de propagação de doenças devemos aqui recordar a recente declaração – no dia 11 de março – do diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA reconhecendo o COVID-19 como causa mortis de caos anteriormente atribuídas à gripe comum.

10 - Esta declaração levantou a suspeita do governo chinês com relação ao paciente zero dos Estados Unidos gerando ainda dúvidas quanto a presença de militares estadunidenses contaminados durante os Jogos Militares de Wuhan no final de 2019. 

11 – Voltando à guerra biológica; os jornais noticiam a nova investida de mr. Trump contra a Venezuela, desta vez através do discurso desgastado do tráfico de drogas, determinando o aumento da presença da marinha de guerra imperialista na região do Caribe mobilizando milhares de marinheiros dos diferentes pontos dos Estados Unidos, o epicentro mundial da pandemia de coronavírus, colocando em risco todos aqueles portos porventura escolhidos para ancoragem das embarcações inclusive para o tratamento de militares eventualmente contaminados.

12 – No dia 1º de abril a imprensa noticiou uma conferência telefônica entre mr. Trump e seu subordinado, o sr. Bolsonaro, deste diálogo os meios de comunicação preferiram tratar do tema isolamento social insinuando uma ordem de Washington para execução ou aprofundamento deste procedimento no Brasil. Pura lorota; logo após o telefonema mr. Trump anunciou o deslocamento de seus navios de guerra infectados para o Caribe.

13- Agora é acompanhar o papel das forças militares brasileiras neste processo de infecção do Caribe e norte da América do Sul através de uma guerra – por enquanto - biológica desenvolvida em nome da salvação do capitalismo e do projeto de reeleição de mr. Trump.

terça-feira, 31 de março de 2020

OS GENERAIS ENTREGUISTAS E CARREIRISTAS PRONTOS PARA DEFENDER O IMPERIALISMO








*BRIZOLA E O GOLPE MILITAR DE 1964

* A CARTA TESTAMENTO E A MOBILIZAÇÃO NACIONALISTA

* BOLSONARO E SEUS FILHOTES DA DITADURA

* OS GENERAIS ENTREGUISTAS E CARREIRISTAS PRONTOS PARA DEFENDER O IMPERIALISMO

Por Wladmir Coelho

1 – O golpe militar de 1964 foi financiado, planejado e executado a partir das determinações da Casa Branca, inicialmente ocupada pelo bilionário John Kennedy, assassinado antes da conclusão do projeto concluído pelo vice Lyndon B. Johnson ambos do Partido Democrata.

2 – O sucessor de mr. Johnson, mr. Richard Nixon, pertencia ao Partido Republicano e continuou apoiando a ditadura militar considerando, inclusive, o ditador General Emílio Garrastazu Médici o único “em condições de combater o comunismo soviético na América Latina” uma ladainha ainda repetida graças ao predomínio do irracionalismo base ideológica do discurso bolsonarista.

3 – O destaque que ofereço quanto a origem partidária dos presidentes dos Estados Unidos tem por objetivo chamar a atenção do interesse de Estado nos processos de intervenção – incluindo o golpe militar de 1964 – nos países da América Latina todos efetivados a partir da derrubada de governos nacionalistas entendidos estes como ameaça ao processo de controle econômico da região.

4 – Para analisar a intervenção do imperialismo estadunidense no Brasil a partir de 1964 necessitamos de um curto recuo no tempo e vamos até 1954, ano do suicídio do presidente Getúlio Vargas, reconhecendo este, através de sua Carta Testamento, a necessidade de rompimento com as forças imperialistas: “Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.”

5 – Em sua Carta Testamento Vargas, um conciliador com a burguesia, no momento de sua morte registrou a inutilidade de tal  prática política considerando a condição da burguesia nacional de submissão aos interesses imperialistas apontando, o documento, a necessidade de uma radicalização inclusive da classe trabalhadora como podemos observar ainda na Carta Testamento: “mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém.”

6 – O presidente Getúlio Vargas não escreveu, nos moldes academicamente aceitos, um manifesto a favor do socialismo e muito menos pregou diretamente a revolução deixando, todavia, um documento propondo o rompimento com o modelo econômico amparado na dominação imperialista, base da estrutura de poder nos Estados Unidos, assumindo os seus seguidores uma missão de base claramente revolucionária.

7 – Os sucessores na liderança do getulismo João Goulart e Leonel Brizola representam, com características distintas, a continuidade do processo de rompimento representando o segundo, em diferentes momentos, a radicalização através da mobilização popular e ações diretas contra os interesses econômicos estadunidenses no Brasil incluindo a nacionalização das multinacionais de eletricidade e telefonia quando governador do Rio Grande do Sul no final dos anos 50.

8 – A presidência de João Goulart, inclusive, somente foi possível graças a vitória de Leonel Brizola contra os militares golpistas em 1961 interessados em implantar naquele ano uma ditadura sempre com a velha desculpa da ameaça comunista entendida esta como qualquer ação de rompimento com o atraso econômico decorrente da dependência econômica.

9 – Leonel Brizola organizou uma corrente política nacionalista com forte presença popular incluindo a participação de setores militares, notadamente os sargentos do Exército, revelando a condição de classe de sua liderança ele mesmo um homem nascido filho de camponeses, estudante do que seria hoje a EJA, jardineiro da prefeitura de Porto Alegre graduando-se, posteriormente, em Engenharia Civil.

10 – O ódio das elites contra o povo – e Brizola foi durante toda sua trajetória o alvo predileto dos oligarcas colonizados – fundamenta-se exatamente na insegurança dos ricos diante de qualquer ameaça aos privilégios decorrentes da submissão ao imperialismo representando a crescente mobilização nacionalista, do final dos anos 50 e início dos 60, uma ameaça a continuidade do processo imperial recorrendo os seus beneficiários ao apelo direto à matriz envolvendo este desde a corrupção de generais, a compra de políticos carreiristas sempre apoiado pela cobertura alarmista dos grandes veículos de comunicação.

11 – O patriotismo ritualístico, o mesmo do bolsonarismo e seus generais carreiristas, a defesa da família e das tradições foram usados de forma hipócrita apresentando os golpistas fardados e civis planos para uma guerra civil através da Operação Brother Sam preparada pelo Departamento de Estado envolvendo desde a declaração de Minas Gerais, governada pelo banqueiro Magalhães Pinto, como nação beligerante anexando este o Estado do Espirito Santo para possibilitar o recebimento de armas, munição, combustíveis fornecidos diretamente pelos Estados Unidos com a intensão de dividir o território brasileiro através de uma guerra civil. Assim agiam os generais patriotas!

12 – Somente um completo alienado associa o golpe militar de 1964, um movimento das elites colonizadas desenvolvido a partir de Washington, ao patriotismo e defesa dos interesses nacionais caricatura efetivada graças a substituição da análise histórica de base cientifica pelo amontoado de irracionalidades e alucinações terraplanistas.

13 – O alienado, o tolo, não percebe o absurdo da transformação de um regime que perseguiu, torturou, matou em nome dos interesses imperialistas em salvação nacional e aqui recordo Leonel Brizola e sua incansável luta contra as “perdas internacionais” processo aprofundado durante a ditadura militar e atualmente ampliado através do processo de saque dos recursos nacionais e aprofundamento da exploração dos trabalhadores.

14 – Os generais carreiristas confortavelmente instalados no governo continuam guardando zelosamente os interesses do imperialismo e ao menor sinal de ameaça à ordem iniciam a conversa do perigo comunista sempre apoiados pelos mesmos donos dos meios de comunicação estes no papel de criar o pânico e desmobilizar.

15 – O golpe de 1964 foi a forma violenta de eliminar fisicamente os defensores da soberania, a independência do povo brasileiro a estes sim devemos prestar nossas homenagens através da continuidade da luta em favor da superação do nosso atraso.          


Arquivo do blog