Escuta Educativa - Programa da Rádio Educare.47 do Instituto de Educação de Minas Gerais

domingo, 18 de janeiro de 2026

ENERGIA SOLAR, FOTOSSÍNTESE E CONSCIÊNCIA NACIONAL

 🌱⚡ ENERGIA SOLAR, FOTOSSÍNTESE 

E CONSCIÊNCIA NACIONAL ⚡🌱

WLADMIR COELHO

1 – O Estado de Minas de hoje traz a exultação pública de um deputado estadual a respeito dos bilhões que serão investidos em ENERGIA SOLAR no Estado.

2 – Primeiro, é preciso observar o seguinte: para o deputado – e, de resto, a maioria de seus pares e ímpares – o termo ENERGIA SOLAR ficou reduzido à simples importação de tecnologia e à consequente aplicação das técnicas relativas ao modelo fotovoltaico, predominantemente vinculado ao SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN), gerando riscos à estabilidade e à integridade deste.

3 – Ignoram, estes senhores e senhoras, que as soluções para a superação da dependência fóssil decorrem da FOTOSSÍNTESE e que, dessa ignorância, se perdem as possibilidades NACIONAIS.

4 – O fato não é novo e, desde o início do século passado, PANDIÁ CALÓGERAS alertava para a necessidade da superação da simples importação de tecnologia, apontando um mapa detalhado dos nossos potenciais, incluindo a biomassa.

5 – No final do século 20, BAUTISTA VIDAL – o pai do PROÁLCOOL – provou que era possível e necessário criar uma tecnologia nacional para o setor energético do país, superando a simples incorporação de modelos importados que simplesmente amarram o nosso desenvolvimento.

6 – Neste contexto, não podemos deixar de incluir ÁLVARO VIEIRA PINTO e sua preocupação em apresentar uma teoria para a construção de uma CONSCIÊNCIA NACIONAL. Sim, vivemos em uma nação – diversa, plural – todavia UMA NAÇÃO, AINDA ASSIM!

7 – O Brasil – agora volto a BAUTISTA VIDAL – é privilegiado em termos de ENERGIA SOLAR e não pode permanecer reduzido a entender esse fantástico potencial como importação e imitação tecnológica; é preciso criar, mas antes entender como, PLANEJAR e, neste ponto, entra em cena outro grande estudioso do BRASIL: WASHINGTON ALBINO.

8 – Precisamos recorrer aos clássicos nacionais para fugir do oba-oba eleitoreiro, demagógico e dependente.



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