quinta-feira, 2 de abril de 2020

MR. TRUMP CONTAMINA O MUNDO COM SEUS NAVIOS INFECTADOS





* MR. TRUMP CONTAMINA O MUNDO COM SEUS NAVIOS INFECTADOS

* A GUERRA BIOLÓGICA NO CARIBE

* O IMPERIALISMO CONTINUA MATANDO E SAQUEANDO

Por Wladmir Coelho

1 – Os Estados Unidos possuem bases militares espalhadas pelo planeta existindo, entre estas e a sede do império, um contato diário envolvendo substituição de efetivo, abastecimento de combustíveis, viagens de familiares tudo isso realizado a partir de transporte aéreo e marítimo.

2 – A movimentação destes militares e funcionários civis estadunidenses – considerando a sua condição de segurança nacional embora em terras estrangeiras – revela o quanto a dominação militar imperialista contribui para o aumento dos casos de COVID-19 em diferentes pontos do planeta.

3 – Recentemente o caso do porta-aviões nuclear Theodore Roosevelt revelou como as forças militares estadunidenses podem matar não somente através de seus misseis e o quanto o conceito de guerra biológica não está restrito a formulação de “teorias da conspiração”.

4 – O Theodore Roosevelt possui 4 mil marinheiros e destes 100 encontravam-se comprovadamente contaminados surgindo estes casos após uma escala em Da Nang no Vietnã quando, naquele país, eram relatados 100 casos em Hanói.

5 – O navio, atualmente, encontra-se ancorado em Guam, um território estadunidense na Micronésia, e seu comandante, Brett Crozier, escreveu aos superiores uma longa carta cobrando uma ação mais efetiva da Marinha com relação ao atendimento dos doentes afirmando que em tempos de paz (sic): “os marinheiros não precisam morrer.”

6 – O comandante Crozier aponta o espaço reduzido das acomodações da embarcação como elemento principal para a propagação do vírus contribuindo para o aumento dos casos de COVID-19 e reclama da solução de “isolamento” coletivo, no interior do navio, inicialmente aplicada aos marinheiros por determinação do comando geral da Marinha.

7 – O comandante, contrariando as determinações superiores, ordenou o desembarque de 90% da tripulação em Guam restando no navio apenas aqueles tripulantes fundamentais à manutenção e comunicação existindo, segundo informações da imprensa estadunidense, um salto, de contaminados no Theodore Roosevelt, para 200 casos confirmados.

8 – Outro porta-aviões imperial, o Ronald Reagan, até o dia 27 de março, detectou a presença de 2 casos confirmados de COVID-19 deixando os Estados Unidos sem porta-aviões na região do Pacífico suspendendo o Pentágono, desde esta data, as informações relativas ao número de contaminados em suas forças armadas.

9 – Ainda com relação a necessidade de entendermos melhor o papel das forças de guerra do império no processo de propagação de doenças devemos aqui recordar a recente declaração – no dia 11 de março – do diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA reconhecendo o COVID-19 como causa mortis de caos anteriormente atribuídas à gripe comum.

10 - Esta declaração levantou a suspeita do governo chinês com relação ao paciente zero dos Estados Unidos gerando ainda dúvidas quanto a presença de militares estadunidenses contaminados durante os Jogos Militares de Wuhan no final de 2019. 

11 – Voltando à guerra biológica; os jornais noticiam a nova investida de mr. Trump contra a Venezuela, desta vez através do discurso desgastado do tráfico de drogas, determinando o aumento da presença da marinha de guerra imperialista na região do Caribe mobilizando milhares de marinheiros dos diferentes pontos dos Estados Unidos, o epicentro mundial da pandemia de coronavírus, colocando em risco todos aqueles portos porventura escolhidos para ancoragem das embarcações inclusive para o tratamento de militares eventualmente contaminados.

12 – No dia 1º de abril a imprensa noticiou uma conferência telefônica entre mr. Trump e seu subordinado, o sr. Bolsonaro, deste diálogo os meios de comunicação preferiram tratar do tema isolamento social insinuando uma ordem de Washington para execução ou aprofundamento deste procedimento no Brasil. Pura lorota; logo após o telefonema mr. Trump anunciou o deslocamento de seus navios de guerra infectados para o Caribe.

13- Agora é acompanhar o papel das forças militares brasileiras neste processo de infecção do Caribe e norte da América do Sul através de uma guerra – por enquanto - biológica desenvolvida em nome da salvação do capitalismo e do projeto de reeleição de mr. Trump.

terça-feira, 31 de março de 2020

OS GENERAIS ENTREGUISTAS E CARREIRISTAS PRONTOS PARA DEFENDER O IMPERIALISMO








*BRIZOLA E O GOLPE MILITAR DE 1964

* A CARTA TESTAMENTO E A MOBILIZAÇÃO NACIONALISTA

* BOLSONARO E SEUS FILHOTES DA DITADURA

* OS GENERAIS ENTREGUISTAS E CARREIRISTAS PRONTOS PARA DEFENDER O IMPERIALISMO

Por Wladmir Coelho

1 – O golpe militar de 1964 foi financiado, planejado e executado a partir das determinações da Casa Branca, inicialmente ocupada pelo bilionário John Kennedy, assassinado antes da conclusão do projeto concluído pelo vice Lyndon B. Johnson ambos do Partido Democrata.

2 – O sucessor de mr. Johnson, mr. Richard Nixon, pertencia ao Partido Republicano e continuou apoiando a ditadura militar considerando, inclusive, o ditador General Emílio Garrastazu Médici o único “em condições de combater o comunismo soviético na América Latina” uma ladainha ainda repetida graças ao predomínio do irracionalismo base ideológica do discurso bolsonarista.

3 – O destaque que ofereço quanto a origem partidária dos presidentes dos Estados Unidos tem por objetivo chamar a atenção do interesse de Estado nos processos de intervenção – incluindo o golpe militar de 1964 – nos países da América Latina todos efetivados a partir da derrubada de governos nacionalistas entendidos estes como ameaça ao processo de controle econômico da região.

4 – Para analisar a intervenção do imperialismo estadunidense no Brasil a partir de 1964 necessitamos de um curto recuo no tempo e vamos até 1954, ano do suicídio do presidente Getúlio Vargas, reconhecendo este, através de sua Carta Testamento, a necessidade de rompimento com as forças imperialistas: “Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.”

5 – Em sua Carta Testamento Vargas, um conciliador com a burguesia, no momento de sua morte registrou a inutilidade de tal  prática política considerando a condição da burguesia nacional de submissão aos interesses imperialistas apontando, o documento, a necessidade de uma radicalização inclusive da classe trabalhadora como podemos observar ainda na Carta Testamento: “mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém.”

6 – O presidente Getúlio Vargas não escreveu, nos moldes academicamente aceitos, um manifesto a favor do socialismo e muito menos pregou diretamente a revolução deixando, todavia, um documento propondo o rompimento com o modelo econômico amparado na dominação imperialista, base da estrutura de poder nos Estados Unidos, assumindo os seus seguidores uma missão de base claramente revolucionária.

7 – Os sucessores na liderança do getulismo João Goulart e Leonel Brizola representam, com características distintas, a continuidade do processo de rompimento representando o segundo, em diferentes momentos, a radicalização através da mobilização popular e ações diretas contra os interesses econômicos estadunidenses no Brasil incluindo a nacionalização das multinacionais de eletricidade e telefonia quando governador do Rio Grande do Sul no final dos anos 50.

8 – A presidência de João Goulart, inclusive, somente foi possível graças a vitória de Leonel Brizola contra os militares golpistas em 1961 interessados em implantar naquele ano uma ditadura sempre com a velha desculpa da ameaça comunista entendida esta como qualquer ação de rompimento com o atraso econômico decorrente da dependência econômica.

9 – Leonel Brizola organizou uma corrente política nacionalista com forte presença popular incluindo a participação de setores militares, notadamente os sargentos do Exército, revelando a condição de classe de sua liderança ele mesmo um homem nascido filho de camponeses, estudante do que seria hoje a EJA, jardineiro da prefeitura de Porto Alegre graduando-se, posteriormente, em Engenharia Civil.

10 – O ódio das elites contra o povo – e Brizola foi durante toda sua trajetória o alvo predileto dos oligarcas colonizados – fundamenta-se exatamente na insegurança dos ricos diante de qualquer ameaça aos privilégios decorrentes da submissão ao imperialismo representando a crescente mobilização nacionalista, do final dos anos 50 e início dos 60, uma ameaça a continuidade do processo imperial recorrendo os seus beneficiários ao apelo direto à matriz envolvendo este desde a corrupção de generais, a compra de políticos carreiristas sempre apoiado pela cobertura alarmista dos grandes veículos de comunicação.

11 – O patriotismo ritualístico, o mesmo do bolsonarismo e seus generais carreiristas, a defesa da família e das tradições foram usados de forma hipócrita apresentando os golpistas fardados e civis planos para uma guerra civil através da Operação Brother Sam preparada pelo Departamento de Estado envolvendo desde a declaração de Minas Gerais, governada pelo banqueiro Magalhães Pinto, como nação beligerante anexando este o Estado do Espirito Santo para possibilitar o recebimento de armas, munição, combustíveis fornecidos diretamente pelos Estados Unidos com a intensão de dividir o território brasileiro através de uma guerra civil. Assim agiam os generais patriotas!

12 – Somente um completo alienado associa o golpe militar de 1964, um movimento das elites colonizadas desenvolvido a partir de Washington, ao patriotismo e defesa dos interesses nacionais caricatura efetivada graças a substituição da análise histórica de base cientifica pelo amontoado de irracionalidades e alucinações terraplanistas.

13 – O alienado, o tolo, não percebe o absurdo da transformação de um regime que perseguiu, torturou, matou em nome dos interesses imperialistas em salvação nacional e aqui recordo Leonel Brizola e sua incansável luta contra as “perdas internacionais” processo aprofundado durante a ditadura militar e atualmente ampliado através do processo de saque dos recursos nacionais e aprofundamento da exploração dos trabalhadores.

14 – Os generais carreiristas confortavelmente instalados no governo continuam guardando zelosamente os interesses do imperialismo e ao menor sinal de ameaça à ordem iniciam a conversa do perigo comunista sempre apoiados pelos mesmos donos dos meios de comunicação estes no papel de criar o pânico e desmobilizar.

15 – O golpe de 1964 foi a forma violenta de eliminar fisicamente os defensores da soberania, a independência do povo brasileiro a estes sim devemos prestar nossas homenagens através da continuidade da luta em favor da superação do nosso atraso.          


segunda-feira, 30 de março de 2020

* GOVERNADOR DE NOVA IORQUE FALA EM GUERRA CIVIL



* GOVERNADOR DE NOVA IORQUE FALA EM GUERRA CIVIL

* A MILITARIZAÇÃO DA CRISE NOS EUA

* SAQUES NA ITÁLIA

* DÓRIA JÚNIOR A VERSÃO SOFT DO BOLSONARISMO

Por Wladmir Coelho

1 – A crise econômica detonada – não causada - em função da pandemia do COVID-19 vai assumindo características, na Europa e Estados Unidos, de descontentamento popular resultado da indiferença dos governos preocupados em criar os meios de retirar dinheiro do povo para alimentar os grandes e poderosos grupos econômicos.

2 – Mr. Trump, apoiado pelo Congresso, destinou alegremente US$ 4 trilhões aos grandes grupos econômicos para o pagamento das dívidas destes com os bancos negando, ao mesmo tempo, o envio do equipamento necessário para salvar vidas a exemplo do ocorrido com o pedido do governo da Louisiana, à União, de 5 mil ventiladores respiratórios recebendo o Estado em resposta a não autorização da transferência.

3 – A forma de atuar de mr. Trump revela a total ausência de um plano de defesa dos interesses da população apontando a existência de uma crise ainda mais profunda entre os detentores do poder constituindo a fracassada tentativa de isolamento total dos estados de Nova Iorque, Nova Jérsei e Connecticut um exemplo dos desentendimentos entre os ricos.

4 – O recuo de mr. Trump ocorreu diante da reação violenta do governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, apelando este ao discurso da “salvação da economia” ameaçando entender uma eventual ordem de isolamento do Estado como “discussão a respeito de uma guerra civil.”

5 – O governador Cuomo apelou aos fundamentos federalistas ao responder de forma dura mr. Trump preferindo este recuar, contudo ficou evidente a disposição presidencial de aplicar em casa os mesmos métodos utilizados internacionalmente pelos presidentes estadunidenses acostumados a invadir países, derrubar governos em nome da democracia entendida esta a partir dos interesses do capital.   

6 – O governo imperial está disposto a militarizar a crise e este assunto aparece na imprensa revelando a revista Newsweek a existência de estudos na Casa Branca para a decretação de Estado de Emergência aumentando, desta forma, o poder presidencial através da intervenção do Exército em substituição a guarda nacional existindo ainda o debate, segundo a mesma revista, a respeito da suspensão da eleição presidencial deste ano.

7 – Ainda a respeito da militarização da crise os estados da Califórnia e Rhode Island determinaram ações da Guarda Nacional contra cidadãos nova-iorquinos ocorrendo no segundo estado uma visita de militares, de casa em casa, determinando a quarentena e impondo multa em caso de descumprimento da medida.

8 –Enquanto os ricos alimentam-se dos recursos do Tesouro os trabalhadores contaminados continuam amontoados em hospitais sem estrutura com profissionais denunciando a redução dos equipamentos de proteção e aumento nos casos de adoecimento.

9 – O COVID-19 também realiza na União Europeia os seus estragos revelando os interesses alemães e franceses em salvar os bancos abandonando os demais países à própria sorte a exemplo da Itália mantendo este país a continuidade dos trabalhos de saúde graças ao apoio dos comunistas chineses e cubanos.

10 – A respeito da solidariedade do governo de Cuba o departamento de Estado manifestou o seu descontentamento determinando aos países beneficiados uma suspensão dos acordos alegando, inclusive, aspectos relacionados ao bloqueio comercial.

11 – O “gérmen do comunismo” ou qualquer simbolismo representado na solidariedade entre os povos parecem ameaçar os “sólidos” princípios democráticos confundidos estes com a supremacia do capital situação evidenciada diante do salve-se quem puder da crise.

12 – Concretamente temos o seguinte; na Europa os governos continuam agindo em defesa do capital alimentando com trilhões de euros e libras os cofres dos bancos enquanto o povo recorre ao saque como forma de superar a fome.

13 – Material distribuído pela Agence France-Presse (AFP) informa a presença de militares fortemente armados nas portas dos supermercados na Sicília enquanto o jornal Il Corriere della Sera explicava o motivo; pessoas sem dinheiro para alimentação passaram a realizar saques.

14 – O Brasil do sr. Bolsonaro surge neste cenário em sua clássica condição de subordinação aos interesses do capital estadunidense buscando os meios para manter o torniquete das reformas entreguistas e garantir os trilhões de reais aos bancos, contudo a continuidade desta política revela no apoio da classe média ao governo federal através das carreatas contra a quarentena a sua contradição.

15 – Estes homens e mulheres com seus carrões em carreatas de alucinados mostram somente o elevado grau de endividamento dos médios comerciantes – os grandes também, mas estes não saem às ruas preferindo outro tipo de pressão – desesperados diante do aumento do encalhe das mercadorias cujo destino será a venda abaixo dos valores de compra para tentar salvar alguma coisa principalmente os pagamentos das parcelas dos empréstimos, dos financiamentos do apartamento com varanda gourmet e seus automóveis sofisticados tudo contraído junto aos bancos.

16 – O sr. Bolsonaro segue sua tática de surfar nesta contradição primeiro atribuindo, neste caso apoiado pela grande imprensa, a culpa da crise ao vírus e deste ponto assume a narrativa paralela de dias melhores a partir da superação da pandemia a sua fraqueza, todavia, está em sua ideologia, ou seja, fica impedido de aumentar os gastos do Estado originando desta limitação a sua prática contrária a suspensão dos setores não essenciais recebendo, dos desesperados da classe média e setores da alta burguesia nacional, apoio público contribuindo para o aprofundamento da crise social.

17 – Em oposição ao fundamento bolsonarista surge parcela da burguesia liderada pelo sr. Dória Júnior ao mesmo tempo interessada em manter o torniquete econômico, as reformas, o entreguismo apresentando, todavia, o sonho de manutenção do atual quadro político prometendo, inclusive, o controle da ordem evitando uma eventual revolta da população contra o abandono. Este grupo do sr. Júnior representa uma caricatura dos democratas estadunidenses e sabemos o quanto será difícil, para os dois segmentos, manter a ordem diante do aprofundamento da crise econômica residindo neste fato a explicação da manutenção no poder de um grupo de fanáticos ignorantes prontos para manter a qualquer custo a sua posição.

18 – O bolsonarismo encontrou na figura do sr. Dória Júnior a sua versão “soft”, contudo o quadro econômico revela a necessidade de rompimento urgente com o modelo econômico entreguista, base do pensamento de ambos, inexistindo nestes tempos de isolamento outra saída a não ser a substituição do salve-se quem puder por uma prática econômica planejada e executada segundo os interesses dos trabalhadores.  




terça-feira, 24 de março de 2020

RENDA MÍNIMA PARA O TRABALHADOR E RENDA MÁXIMA PARA O BANQUEIRO








* RENDA MÍNIMA PARA O TRABALHADOR E RENDA MÁXIMA PARA O BANQUEIRO

* O BRASIL VAI CONTINUAR PAGANDO OS JUROS AOS BANQUEIROS INTERNACIONAIS ENQUANTO O POVO SOFRE COM DESEMPREGO?

Por Wladmir Coelho

1 – O discurso da não intervenção estatal na economia apresenta em sua base a crença no mito da autorregulação do mercado difundido e defendido, no caso brasileiro, através de editoriais, palestras, sem falar nas entrevistas de “economistas” nos confortáveis sofás da GloboNews conduzida por comentaristas sempre com aquela cara de isentos com  gestos ensaiados não passando todos eles de assalariados do sistema financeiro internacional.

2 – Esta mesma patotinha, diante da crise atribuída ao coronavírus, inicia um discurso aparentemente oposto ao mito do Estado Mínimo surgindo, inclusive, a exemplo do sr. Armínio Fraga, indivíduos apressados em retirar do seu Curriculum qualquer associação ao projeto – vitorioso – de destruição econômica e neocolonização do Brasil.

3 – O triste é verificar a exaltação desta patotinha neoliberal em segmentos da imprensa dita de esquerda ainda incapaz de diferenciar um discurso em defesa do capitalista e seu capital daquele de salvação e libertação dos trabalhadores.

4 – O discurso do sr. Armínio Fraga – um fanático defensor da austeridade econômica e da crença no investimento externo como salvação acompanhada, para sua introdução, da extinção dos direitos trabalhistas e privatização dos setores estratégicos e pagamento religioso dos juros aos banqueiros internacionais através das restrições aos gastos públicos – agora surge nos jornais da burguesia preguiçosa do Brasil defendendo o socorro estatal dos grandes capitalistas e para o povo uma balinha com nome de renda mínima.

5 – O sr. Fraga literalmente traduz o discurso dos capitalistas internacionais implantado nos Estados Unidos através do acordo entre republicanos e democratas ficando o Estado com a missão de salvar – principalmente – os bancos diante da onda de inadimplência retornando estes, através dos fundos de investimentos, ao cassino das bolsas e ainda denominam esta ação de recuperação econômica.

6 – A respeito deste acordo de salvação via recursos do Estado a CNBC, uma tv por assinatura dos Estados Unidos dedicada ao noticiário do mercado, apresentou uma listinha contendo alguns dos setores empresariais e os valores solicitados tudo na casa dos bilhões e trilhões de dólares que seriam destinados, em termos gerais, da seguinte forma: US$ 50 bilhões para empresas aéreas, US$ 150 bilhões para o setor de transporte aéreo de cargas e mais US$ 150 bilhões para outras empresas em dificuldades.

7 – O ramo empresarial de mr. Donald Trump não foi esquecido exigindo os controladores de hotéis, inclusive aquele infectado na Flórida responsável pela contaminação da corte do sr. Bolsonaro, a singela quantia de US$ 150 bilhões e seguem os pedidos dos antigos defensores da auto-regulamentação de olho nos cofres oficiais.

8 – A Boeing – até outro dia exemplo de empresa privada e salvadora da economia brasileira conforme a patotinha da GloboNews – sofre uma desvalorização gigantesca e no lugar de “investir” corre para aumentar a retirada de recursos do Brasil e ainda exige do governo dos EUA a sua parcela nos trilhões oferecidos aos ricos.  

9 – Nesta onda surfam os novos opositores a política econômica do sr. Guedes exigindo dinheiro para os ricos e cortes nos salários dos trabalhadores compensados com R$ 200,00 e cursos de qualificação para melhorar o atendimento nas entregas de sanduíches e pizzas. Alguém em seu juízo perfeito acredita em salvação econômica, recuperação do consumo com medidas deste nível?
10 – A simples transferência de recursos estatais aos bancos e demais tubarões não significa a salvação do emprego, ao contrário, esta transferência pura e simples apenas cria as condições para a continuidade do processo de especulação ou vamos atribuir ao vírus a culpa do desemprego e subemprego no Brasil?

11- No caso brasileiro precisamos ainda entender o seguinte: as empresas quebrando na matriz tendem a retirar ainda mais recursos de suas filiais na colônia e não ouvi , até agora, uma proposta regulamentando a remessa dos lucros, dividendos e outros desvios sem falar na suspensão – a Argentina já anuncia uma possível moratória junto ao FMI – do pagamento da divida continuando esta a comer mais de 40% das receitas nacionais.

12 – Devemos ainda recordar o seguinte; o discurso do auxílio aos ricos e da renda mínima é muito bonitinho, mas deve ser acompanhado da necessária regulamentação do setor econômico direcionando as energias para a superação da crise intervindo o Estado através do planejamento necessitando, desta forma, atuar diretamente no setor empresarial restringindo a liberdade das empresas seguindo a forma observada na quarentena ou isolamento social vigente em diferentes pontos do planeta.



quinta-feira, 19 de março de 2020

TEORIAS CONSPIRATÓRIAS DE MR. TRUMP PODEM MATAR VOCÊ







* TEORIAS CONSPIRATÓRIAS DE MR. TRUMP PODEM MATAR VOCÊ

* O IMPÉRIO NÃO PERDOA E ABANDONA ATÉ SEUS TRABALHADORES; IMAGINEM O QUE RESERVAM PARA O BRASIL

* RELATÓRIO DA OMS APONTA A CHINA COMO EXEMPLO NO COMBATE AO COVID-19

Por Wladmir Coelho

1 – O avanço do COVID-19 revelou práticas curiosas dos diferentes governantes amparadas estas em discursos de base ideológica inicialmente negando a existência de um perigo à saúde pública substituído, diante dos fatos, por fantasias conspiratórias sempre apontando o governo chinês como interessado em promover uma crise econômica mundial e desta dominar o planeta.

2 – Nos Estados Unidos, por exemplo, mr. Trump revelou seu descaso ao efetivo controle do COVID-19 nomeando o vice-presidente Mike Pence como coordenador das medidas de combate ao “vírus chinês” e aqui devemos recordar o seguinte: mr. Pence é conhecido por sua indisposição com a ciência a ponto de negar, quando governador de Indiana, o financiamento oficial para campanha de prevenção e apoio aos contaminados por HIV resultando no aumento de casos naquele Estado.

3 – A lógica de nomear um fundamentalista religioso para coordenar o programa de combate e controle do COVID-19 obedece a prática cruel de um capitalismo em crise, ou seja, jogar a responsabilidade da tragédia para um inimigo externo e depois culpar a pequenez da ciência apontando práticas supersticiosas como única forma de cura, para os pobres naturalmente, na tentativa de amenizar as reações – reações estas observadas na Europa e EUA -  de desempregados, famintos e doentes diante do descaso com a saúde pública.

4 – Neste ponto torna-se necessário entender as condições econômicas dos trabalhadores estadunidenses somada esta informação a inexistência, naquele país, de uma política de saúde pública vinculada ao princípio da universalidade em oposição ao modelo amparado exclusivamente no atendimento privado.

5 – O quadro estadunidense – com relação ao tipo de emprego predominante nos Estados Unidos - não é dos melhores apresentando atualmente 44% de seus trabalhadores em empregos precários com baixos salários e quando o assunto é saúde 30 milhões de pessoas não possuem nenhuma cobertura existindo ainda 27 milhões atendidos de forma improvisada.  

6 – Em recente pesquisa do Harvard Global Health Institute – veja bem uma pesquisa de Harvard a Meca dos projetos neoliberais – apontou a incapacidade da sede do império em atender os projetados 50 milhões de casos de contaminação através do coronavírus – estimativa mais branda – existindo a necessidade de ampliação do número de leitos entre 25% e 50%.

7 – Enquanto isso mr. Trump inicia uma série de ataques contra os chineses transformando um assunto de saúde pública em guerra ignorando solenemente a proliferação dos casos preferindo desprezar as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) optando pela apresentação de atos midiáticos como a recente oferta de US$ 1 bilhão a pesquisadores alemães em troca da exclusividade de uma vacina ainda em fase de desenvolvimento criando na população a ilusão de uma cura imediata a caminho sem falar no aprofundamento do isolacionismo no momento de necessária colaboração entre os diferentes países.

8 – Para completar o quadro os  Estados Unidos insistem em não oferecer exames a partir do mapeamento dos contatos das pessoas contaminadas – prática recomendada pela OMS considerando as experiências da China e Coréia do Sul – e mesmo a determinação de quarentena guarda restrições a garantia da manutenção das condições básicas de sobrevivência incluindo a alimentação dos trabalhadores.

9 – O alardeado projeto de apoio financeiro através de licença médica, anunciado por mr. Trump, exclui os trabalhadores autônomos e aqueles empregados de pequenas e médias empresas totalizando 60 milhões de pessoas desprotegidas e mesmo aqueles com direito a proteção possuem no máximo uma cobertura por duas semanas.

10 – O governo dos Estados Unidos havia prometido uma cobertura de 10 semanas, diga-se de passagem este foi o tempo aprovado no Congresso, ocorre que um acordo secreto entre republicanos e democratas, com aval da Secretaria do Tesouro, “corrigiu” este prazo revelando o quanto o modelo político estadunidense encontra-se ideologicamente identificado em defesa da maior exploração possível do trabalhador.

11 – A necessidade de conter o COVID -19 encontra no discurso ideológico, como podemos observar, o seu maior entrave verificando-se de forma cristalina a intenção dos governos em proteger os ricos em detrimento dos trabalhadores existindo para comprovação desta afirmativa fartas informações disponíveis nos meios de comunicação e apresentam-se desde a intenção dos governantes ingleses em facilitar a contaminação do maior número possível de súditos de sua majestade, passando pelo abandono dos velhos italianos a própria sorte e mesmo a continuidade do trabalho nas empresas automobilísticas sem a necessária oferta das condições de proteção somadas a campanha de desinformação organizadas e difundidas a partir de governantes irresponsáveis alguns, inclusive, com suspeita de encontrarem-se contaminados e mesmo assim aparecendo em público distribuindo coronavírus aos seus eleitores.

12 – Diante deste quadro a OMS divulgou um relatório com os resultados das ações do governo chinês e deste elaborou uma série de orientações aos diferentes países a partir dos estudos realizados.
13 – O relatório da missão conjunta OMS e governo chinês destaca esforço possivelmente o mais “ambicioso, ágil e agressivo de contenção de doenças verificado na história” desenvolvido a partir de ações coordenadas diretamente pelo chefe de governo.

14 – O relatório detalha a transformação do combate ao COVID-19 em prioridade absoluta do governo chinês possibilitando esta medida oficial a transferência de recursos humanos e financeiros de outras províncias, notadamente para Wuhan, atingidas, naquele momento, pelo surto.
15 – O documento conjunto apresenta ainda o cuidado oferecido ao monitoramento dos produtos exportados revelando a contribuição e preocupação dos chineses em reduzir ao máximo a contaminação em áreas ainda não afetadas.

16 – Elaborado em fevereiro deste ano o relatório conjunto apresentou uma previsão assustadora diante da expansão do COVID-19: “grande parte da comunidade global ainda não está pronta, mental e materialmente, para implementar as medidas que foram empregadas para conter o COVID-19 na China.”  

17 – A OMS não informa, mas o despreparo mental e material da humanidade encontra-se na contradição entre a prática do capital em manter seus métodos cruéis em busca do maior lucro possível e a necessidade de sobrevivência de todos nós.

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