sexta-feira, 2 de novembro de 2018

SAUDOSISTAS DA DITADURA E REVISIONISMO HISTÓRICO





SAUDOSISTAS DA DITADURA E 

REVISIONISMO HISTÓRICO

Wladmir Coelho

O grupo vencedor das eleições presidenciais caracterizou-se, durante a campanha eleitoral, por utilizar as cores verde e amarelo e repetir a exaustão os termos patriotismo, família, Deus em uma espécie de ressureição do modelo publicitário dos anos de 1970.

Naquela época patriotismo confundia-se com apoio irrestrito as decisões do governo ditatorial aspecto resumido, através da propaganda oficial, na singela frase “Brasil ame-o ou deixe-o”. Bolsonaro reeditou esta sentença através de declarações como: “vamos fuzilar” e “vamos exilar” expondo o texto oculto da antiga frase publicitária.

Os saudosistas eleitos desejam ainda uma revisão histórica dos atos dos governos militares e sem o menor pudor e embasamento real fazem circular na imprensa afirmativas absurdas a respeito dos livros didáticos de História anunciando, inclusive, a revisão destes com textos mostrando a “verdade” a respeito da ditadura militar.

Esta afirmativa dos saudosistas, em termos reais, necessita de melhor fundamentação considerando aspectos evidentes da sobrevivência e vitalidade, em nossos dias, da ideologia imposta a partir de 1964. Neste ponto destaco a fantasia do papel das Forças Armadas como instituição não ideológica ficando esta com a função de tutelar os destinos do Brasil.

Repercute esta fantasia, inclusive, em setores da comunicação considerados esquerdistas e alimentam ilusões a respeito da parcela militar do grupo representado por Jair Bolsonaro.

Temos desta interpretação fantasiosa das Forças Armadas a ilusória classificação de nacionalistas de qualquer individuo fardado com estrelas nos ombros. Este fato não resiste ao mínimo estudo do predomínio – ainda em nossos dias – da formação deste contingente ainda com base na doutrina de segurança nacional.

Esta doutrina, de muita segurança e pouco nacional, possui suas bases históricas na tese do eventual ataque de forças comunistas ao continente americano existindo neste apenas uma nação em condições de enfrentar os agentes vermelhos; os Estados Unidos. Seguem-se ainda toda série de lendas para fundamentar a fantasia iniciada nos anos de 1940 ficando a principal delas no caráter divino desta nação resumido na crença do “destino manifesto”.

Podemos ilustrar este fato observando a postura dos militares brasileiros durante o processo de criação da Petrobras. Havia uma espécie de acordo quanto a necessidade de criação da empresa, mas não em relação a sua função.

O grupo nacionalista, de civis e militares, apresentava a criação da empresa como forma de romper com a dependência econômica do Brasil do imperialismo estadunidense enquanto o grupo entreguista, de civis e militares, defendia uma empresa para refino de petróleo sem impedir a entrega da exploração às multinacionais, em sua maioria, sediadas nos Estados Unidos.

O general Juarez Távora foi o mais destacado representante do segundo grupo e não podemos esquecer sua participação, onze anos após a criação da Petrobras, no golpe militar. Távora foi o autor da tese da Segurança Continental para garantir a visão estratégica militar da impossibilidade do Estado brasileiro assumir todo o processo de exploração petrolífera.

Esta tese afirmava o seguinte: em caso de uma guerra da União Soviética contra os Estados Unidos o combustível para a defesa do continente assume um caráter vital. Assim, prosseguia o general, não seria possível arriscar o fornecimento deste a partir da proibição das multinacionais atuarem no setor considerando o monopólio da Petrobras.

Observem: a visão estratégica da tese em questão não levava em consideração a emancipação econômica nacional e buscava a manutenção da ordem estabelecida através do domínio das multinacionais confundidos este com a defesa das liberdades, inclusive, comerciais associados a crença da não intervenção do Estado na economia.

Este debate, permitir ou negar o monopólio da Petrobras, continuou após a instituição da Lei 2004 de 1953 cuja implantação jamais alcançou a plenitude considerando a criação dos contratos de risco durante a ditadura militar e quebra definitiva do monopólio durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Retomando o fato livro didático: não conheço manual escolar de História tratando deste tema ou aprofundado no debate a respeito da permanência em instituições nacionais de aspectos ideológicos implantados durante a ditadura militar.

Cometem um terrível equivoco aqueles analistas cuja visão associa o vice-presidente eleito ao seguimento nacionalista das Forças Armadas. Este seguimento foi varrido da instituição com o golpe de 1964 com consequente adesão à Doutrina de Segurança Nacional e sua fundamentação de submissão a ordem imperialista.

Esta visão, do general nacionalista, constitui igual saudosismo daqueles defensores das maravilhas da ditadura de 1964 e confundem o rompimento com o modelo de base colonial com simples submissão as necessidades, cujo formato sofre modificações, dos interesses econômicos dos Estados Unidos.

Não existe uma divisão no grupo do presidente eleito entre militares nacionalistas e civis ultraliberais. A visão estratégica dos militares bolsonaristas, ou abrigados no guarda-chuva deste senhor, constitui herança legitima da tese da Segurança Continental. Existe disputa de poder, somente isso.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

INEXPERIÊNCIA DE BOLSONARO PREOCUPA CHINESES




INEXPERIÊNCIA DE BOLSONARO

PREOCUPA CHINESES

Wladmir Coelho

O jornal chinês Global Times dedicou um editorial à eleição de Jair Bolsonaro com a seguinte pergunta: O novo governo brasileiro vai reverter a política com a China?

O texto classifica Bolsonaro como o “Trump Tropical” entendimento, no meu entender, equivocado considerando as declarações do presidente eleito nas quais reproduz o discurso de subordinação aos Estados Unidos através do predomínio dos acordos bilaterais cuja tradução encontra-se no enfraquecimento dos blocos comerciais latino-americanos seguido da submissão aos interesses do capital daquele país.

Trump não apresenta um discurso de subordinação econômica, ao contrário, avança com sua guerra comercial para intensificar a participação das empresas estadunidenses no comercio mundial somado ao cerco tecnológico à China objetivando impedir a superação da sua estrutura empresarial montadora.

Bolsonaro representa a submissão aos Estados Unidos e excluída a fantasia do Trump Tropical os chineses revelam sua preocupação com esta característica ideológica do presidente eleito alternando o texto entre a lembrança da visita do então candidato a Taiwan com sua inexperiência política resumida, segundo o jornal, a condição de parlamentar e sua breve vida profissional nas Forças Armadas.

Este desconhecimento de política internacional justificaria ainda, segundo o jornal, a utilização ideológica das relações comerciais do Brasil com a China e defesa de sua restrição como mero discurso de campanha ignorando este os princípios norteadores do comércio internacional.

Segundo o jornal o Brasil teria registrado um superávit comercial de US$ 20 bilhões com a China em 2017 ficando este país, inclusive, como maior comprador de soja e minerais brasileiros.

A inexperiência de Bolsonaro preocupa governantes de diferentes países e as declarações do presidente eleito não contribuem em nada para superação das dúvidas existentes a seu respeito. A exceção fica para Donald Trump o mesmo que emprestou seus funcionários para a campanha da extrema direita brasileira e único dirigente internacional a saudar, sem restrições, o futuro presidente.

Trump está muito bem informado das limitações de seu escolhido no Brasil, mas sabe da terceirização do cargo de presidente em nosso país cabendo ao titular a função de animador do discurso da não política enquanto seu ministro da economia revela as verdades “técnicas” do oráculo reforçado este aspecto através do controle tecnológico e manipulação da informação acompanhado da intimidação militar como o estranho desfile da “vitória” verificado na noite de 28 de outubro em Niterói.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O SUICIDIO DE GETÚLIO VARGAS

A notícia do suicídio do presidente Vargas resulta em revolta popular 



O SUICIDIO DE GETÚLIO VARGAS

Wladmir Coelho

Temos no dia 7 de setembro  a   referência oficial para as comemorações da independência política do Brasil, contudo duas outras datas devem ser recordadas exatamente por representarem a aspiração de independência política associada a necessária independência econômica.

Em ordem cronológica temos o 21 de abril dedicado ao alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, um homem do povo que ousou defender o rompimento com o modelo colonial.

Imaginem este simples ato (defender a independência política e econômica) e sua relação com o capitalismo nascente sedento de ouro para investimento em maquinário, louco para ampliar as áreas de fornecimento de matéria prima somado a necessária ampliação do mercado para a venda de seus excedentes.

A colônia, sentenciam os defensores do modelo, deve aguardar o momento natural para a sua emancipação fornecendo inicialmente matérias primas ou agrícolas e somente após acumular os recursos necessários iniciar um processo de industrialização e assim romper com sua metrópole.
Qualquer ato que venha prejudicar este caminho “natural” é considerado uma ameaça à civilização e deve ser punido com rigor. No caso do Tiradentes sabemos todos como terminou.

A segunda data é o 24 de agosto quando, em 1954, suicidou o presidente Getúlio Vargas em ato de denuncia a tentativa de um golpe de estado articulado por setores da direita antinacionalista   submissa   ao imperialismo.

Vargas era apontado nas páginas e microfones da chamada imprensa livre como assassino e corrupto sem qualquer oportunidade de defesa. Toda calunia contra ele era transformada em verdade ganhando força nos clubes de senhoras da sociedade, nos salões de bailes, nos camarotes do Jockey e junto aos setores antinacionalistas infiltrados exatamente nas instituições cuja responsabilidade é a defesa da soberania nacional.

Diga-se de passagem, estes mesmos grupos surgem de tempos em tempos organizando marchas autoproclamadas patrióticas associadas a dita defesa da família resultando, este discurso, em aprofundamento da submissão ao imperialismo, retirada de direitos do povo e supressão da democracia.

Criador do processo de industrialização nacional Vargas ousou desenvolver os meios necessários ao rompimento com o modelo econômico de base colonial defendendo fortalecimento do mercado interno considerando para este fim a necessária intervenção do Estado.

A regulamentação das relações trabalhistas, a proteção do capital nacional a criação de um sistema de previdência social caracteriza o modelo varguista. Veja: não temos aqui um Estado assumindo o planejamento da economia ou o controle dos meios de produção associado ao fim da propriedade privada. Vargas apresentava um modelo capitalista para o Brasil e mesmo assim foi odiado pelos setores dominantes. Qual a causa?

A resposta sabemos: o império não tolera ameaças ao seu domínio e as politicas nacionalistas dos países periféricos representam graves fraturas no modelo de dominação internacional. Vargas ao propor o fortalecimento do capital nacional – utilizando para este fim inclusive o poder econômico do Estado – enfrenta diretamente as grandes empresas multinacionais notadamente aquelas do setor petrolífero.

A criação da Petrobras está diretamente associada a crise que resultou no suicídio do presidente Getúlio Vargas considerando o controle – pelo capital nacional neste caso representado pelo Estado – de importante etapa do processo produtivo.

Imagine um país periférico controlando sua produção a partir de políticas econômicas não mais submetidas aos interesses das multinacionais do petróleo e utilizando o poder econômico deste para ampliação do consumo interno. Qual seria o próximo passo deste povo? Quais seriam as contradições decorrentes do modelo varguista e a forma de sua superação?

O império sabe as respostas. Os donos do poder, submissos ao império, sabem as respostas e preventivamente utilizam da ideologia para garantir a continuidade do modelo do qual depende a sobrevivência de seus interesses.

O 24 de agosto deve ser lembrado como data de resistência do povo brasileiro contra a exploração imperialista simbolizado do ato extremo do presidente Getúlio Vargas.

terça-feira, 29 de maio de 2018

PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS: um debate raso





PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS:
um debate raso

Wladmir Coelho

O debate relativo a política de preços dos combustíveis representa um retrocesso ao período anterior a Petrobras. No final dos anos 40, durante o governo do Marechal Dutra, este tema foi apresentado através de um modelo amparado na entrega aos trustes internacionais (SHELL, Standart Oil, BP) de todo o petróleo nacional cujo processo de transformação seria efetivado em refinarias no Brasil.
Observe, neste caso, a inexistência de uma política nacional para exploração do petróleo visto a sua entrega às necessidades econômicas dos oligopólios impondo estes o ritmo ou volume a ser extraído e consumido no Brasil.

Foi a mobilização dos setores nacionalistas (civis, militares, empresários, estudantes, comunistas, trabalhistas...) a mola para a criação do movimento cívico, O Petróleo é Nosso, cujo resultado foi a assinatura, pelo presidente Getúlio Vargas, da Lei 2004 de 1953 criando a Petrobras e instituindo o monopólio estatal do petróleo.

Neste momento não estava em discussão a simples política de preços dos combustíveis e sim a criação de uma POLÍTICA ECONÔMICA DO PETRÓLEO. A economia nacional recebia neste momento os elementos necessários ao rompimento com o modelo econômico de base colonial reconhecendo no petróleo a base da produção.

A redução do debate decorrente da paralisação das transportadoras e caminhoneiros ao fato preço do óleo Diesel ignora a relação da necessidade de recuperação da Petrobras de sua função de executora de uma política voltada a autossuficiência nacional e básica para o planejamento  econômico nacional.

Na fila dos postos ouviam-se debates infindos a respeito da política de preços muitos repetindo os argumentos apresentados no Telecurso Jornal Nacional. Retratam o momento, é verdade, ignoram as fundamentações históricas esquecem do papel a que foi reduzida a Petrobras. Não colocam em questão sequer uma questão de base liberal: qual o motivo da criação da Petrobras?

Questão de base liberal! Como assim? pergunta o sujeito enrolado na bandeira nacional, nariz de palhaço a soldo sei lá de quem. Sim meu caro “verdeamarelista” a criação da Petrobras responde a fatos colocados por Adam Smith, no final do século XVIII, a respeito do necessário subsídio aos combustíveis, naquela época a matriz era o carvão, enquanto o setor privado não apresentasse os meios de explora-lo afim de manter a necessária produção.

Um segundo economista, nascido na Alemanha no século XIX, observou a necessidade de regulamentação, pelo Estado, da economia. Após estudar o sucesso industrial dos Estados Unidos verificou a importância do Estado como agente regulamentador para o crescimento do chamado Sistema Econômico Nacional. Seu nome Friederich List.

Vejamos: até aqui temos dois defensores da iniciativa privada, com discordâncias quanto ao papel do Estado na economia, cujos fundamentos encontram-se as justificativas para a criação da Petrobras. O debate está além do fato preço.

O problema avança e pira os “verdeamarelistas” quando confrontada a Petrobras com os interesses imperiais. Na verdade, os ditos patriotas representam o pensamento contra o desenvolvimento do Brasil visto que este fato atinge profundamente os interesses dos oligopólios cuja sede está nos Estados Unidos.

A Petrobras foi criada como empresa voltada ao desenvolvimento nacional e este aspecto resulta no necessário rompimento com o modelo econômico de base colonial. Ora, não foi assim que os Estados Unidos fizeram?

Enquanto nos EUA avançavam as indústrias, no Brasil a mentalidade elitista recorria a crença da acumulação, hoje simbolizada no “verdeamarelismo” com nariz de palhaço,  associada a “vocação” para agricultura e exploração mineral.

O Telecurso do Jornal Nacional reforça o debate do preço em detrimento da política econômica do petróleo. O incrível é verificar por toda parte os xingamentos às aulinhas dos professores do atraso Willian Bonner, Miriam Leitão e outros, mas apesar disto ainda verificar por toda parte a ausência de um debate relativo ao valor da Petrobras enquanto empresa responsável não somente pelo refino ou preço dos combustíveis.

Precisamos nos libertar do Telecurso Jornal Nacional e do debate raso decorrente desta escolinha. Acrescentar ao debate econômico as necessárias bases históricas para entendermos o caminho a percorrer, defender um projeto econômico nacional, retomar, na Constituição, o controle do bem econômico petróleo.

A crise deste momento é a crise de sempre. Presentes, seus elementos, desde a condenação de um militar nacionalista de nome Joaquim José da Silva Xavier delatado pelo coronel – “verdeamarelista” - Joaquim Silvério dos Reis.
     

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

24 DE AGOSTO DE 1954 O suicídio de Getúlio Vargas



24 DE AGOSTO DE 1954
O suicídio de Getúlio Vargas

Wladmir Coelho

A América Latina representa um território estratégico para os Estados Unidos que historicamente utiliza-se de diferentes artimanhas visando o controle econômico e político da região.

A doutrina Monroe de 1823, resumida na frase “América para os americanos”, distante de propor a defesa da liberdade dos diferentes povos do continente criou os meios para o monopólio estadunidense consolidado na base da diplomacia do canhão.

A doutrina do destino manifesto complementa o controle justificando, em bases sobrenaturais, o avanço dos interesses do capital através do massacre dos povos originários e ampliação das fronteiras do império crescente.

Mataram os índios, roubaram grande parte do território mexicano, ocuparam Cuba, o resto do Caribe e colocaram as barbaridades decorrentes desta política na conta do Supremo Criador.

Sim meus amigos; os capitalistas dos Estados Unidos declaram guerra, realizam golpes em diferentes países, roubam riquezas, acreditam, pela vontade de Deus que os abençoou  com a missão de levar o desenvolvimento ao mundo. Alguma semelhança com o ISIS? Alguma semelhança com Hitler e seu espaço vital usado como justificativa de dominação dos povos do Leste?

Diante desta crença quaisquer resistências aos interesses do império constituem um ataque a vontade não de um homem ou de uma classe e sim uma afronta aos desígnios do Pai justificando-se o uso da força e desta a morte de milhões de hereges.

A crença no destino manifesto legitima a demonização de qualquer liderança contrária aos interesses do império e desta a escolha de um puro, na terra dos pecadores, em condições de aplicar corretamente a vontade divina.

Getúlio Vargas foi um destes demônios. Um presidente patriota com a coragem de assumir a criação de uma empresa petrolífera oferecendo as condições de rompimento com o modelo econômico de base colonial.

Apresentou, ao lado da petrolífera nacional, os fundamentos de criação da Eletrobras atitudes essenciais rumo a garantia da segurança energética nacional e efetivação da soberania nacional.

Soma-se a segurança energética as iniciativas de regulamentação das relações trabalhistas proporcionando os elementos mínimos para o fortalecimento do mercado interno. Getúlio Vargas rompeu com a crença no destino manifesto. Foi demonizado pelos mesmos agentes do imperialismo ainda presentes em nosso continente.


Salve Getúlio Vargas! Salve os patriotas demonizados pelo império no Brasil, na Venezuela e toda América Latina.

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