terça-feira, 1 de outubro de 2019

*** OS GUAIDÓS DO BRASIL – CIVIS E FARDADOS - COMPROVAM SUA EFICIÊNCIA QUANDO O ASSUNTO É TRAIR A PÁTRIA Por Wladmir Coelho

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*** O SR. GUAIDÓ E O SAQUE AO PATRIMÔNIO DO POVO VENEZUELANO


*** O TRISTE PAPEL DOS ENTREGUISTAS, TRAIDORES OU SIMPLESMENTE AGENTES DO IMPERIALISMO CONTRA O SEU POVO

*** FUNDOS ABUTRES O CAPITAL SEM PERFUME

*** OS GUAIDÓS DO BRASIL – CIVIS E FARDADOS - COMPROVAM SUA EFICIÊNCIA QUANDO O ASSUNTO É TRAIR A PÁTRIA

Por Wladmir Coelho 

1 – As classes dominantes latino-americanas encontram como referência ou ideal de civilização os Estados Unidos e acreditam piamente pertencerem aos elevados círculos financeiros daquele país. Pobrecitos!

2 – O capital e seus capitalistas conhecem apenas os interesses próprios e o papel do agente colonial é prestar o necessário apoio aos projetos dos grandes grupos econômicos inexistindo o reconhecimento dos serviços prestados quando o assunto é lucro.

3 – Vejamos o caso do sr. Juan Guaidó nomeado, por desejo e ordem do sr. Donald Trump, presidente paralelo da Venezuela com poderes, inclusive, de movimentar recursos do povo venezuelano sequestrados pelo governo estadunidense.

4 – METENDO A MÃO NO DINHEIRO DO POVO. Para financiar suas sucessivas e fracassadas tentativas de golpes o sr. Guaidó tratou de assumir, com as bênçãos do sr. Trump, o controle da 5ª maior refinaria dos Estados Unidos A CITGO Petroleum Corporation uma subsidiária da Petróleo da Venezuela (PDVSA).

5 – Em lealdade ao império o sr. Guaidó indicou gestores ligados aos oligopólios do petróleo revelando a sua disposição em entregar, realizado o seu sonho de Coiote do desenho do Papa-Léguas, as maiores reservas de petróleo provadas do mundo aos interesses das petrolíferas estadunidenses. NOTA: O sr. Bolsonaro, seus generais entreguistas, o sr. Guedes e o bom rapaz Maia, devidamente enrolados no auriverde pendão e cantando o hino com mãozinha no peito, já cumpriram a ordem de entregar o petróleo brasileiro à matriz.

6 – O sr. Guaidó de golpe em golpe vivia feliz da vida aproveitando os seus dias de príncipe saudita as custas dos recursos de uma empresa do povo venezuelano, mas tudo tem limite e o capital preza o lucro e como sabemos “time is money”.

7 – Uma antiga disputa, envolvendo a mineradora canadense Crystallex, exigindo esta uma indenização de US$ 1,4 bilhão decorrente da suspensão de um contrato para exploração de ouro vai concretizando o plano de destruição do patrimônio da PDVSA e de forma contraditória revela o quanto é descartável o sr. Guaidó e seus seguidores.

8 – A questão encontra-se em recente decisão da justiça estadunidense em considerar a empresa PDVSA como parte do Estado venezuelano e desta forma responsável pela dívida com a empresa canadense.

9 – Este ato da justiça estadunidense vai abrir as portas para todo tipo de cobrança contra a Venezuela e vai dificultar a obtenção do necessário financiamento da CITGO – agora responsável pelas dívidas estatais - para o pagamento dos títulos PDV 2020 e deste a sobrevivência da empresa.

10 – O sr. Guaidó brincou com fogo e vai perder a sua principal fonte de renda somando ao prejuízo gigantesco ao seu país destruindo o maior ativo da PDVSA nos Estados Unidos.

11 – Quem ganha? Neste caso específico um fundo abutre chamado Tenor Capital – sediado em Nova Iorque – que investiu US$ 70 milhões na Crystallex e vai levar para os seus cofres US$ 800 milhões daquela dívida de US$ 1,4 bilhão.  

12 – Durante o processo a irresponsabilidade do sr. Guaidó chegou ao ponto de nomear como procurador do governo paralelo, no caso da Crystallex contra o Estado venezuelano, o sr. José Ignácio Hernandez um antigo advogado da mineradora. Era ou não previsível o resultado?

13 – EU TE AMO MEU BRASIL! O governo brasileiro vai leiloar o petróleo do pré-sal e anuncia-se para breve a entrega definitiva da Petrobras ao controle direto dos oligopólios; os nossos guaidós revelam-se mais eficientes. 

terça-feira, 24 de setembro de 2019

*** ZEMA APLAUDIDO DE PÉ: “CEMIG É OBSTÁCULO PARA O PROGRESSO”Por Wladmir Coelho

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*** ZEMA APLAUDIDO DE PÉ: “CEMIG É OBSTÁCULO PARA O PROGRESSO”


*** ZEMA NOVAMENTE APLAUDIDO: “SERVIDORES VÃO ESBRAVEJAR E LUTAR POR PRIVILÉGIOS”

*** BANCO ADORA DEMITIR: EDUCAÇÃO EM MINAS AGORA É ATIVO DE UM BANCO

Por Wladmir Coelho

1 – A hegemonia imperial estadunidense enfrenta, de forma evidente, uma crise de grandes proporções expondo a necessidade de uma profunda reflexão a respeito do modelo econômico amparado no discurso de todo apoio ao mercado sem regulamentação.

2 – Sabemos todos da falácia da ausência de Estado na economia e exemplos não faltam e os EUA, ilustram com perfeição, a forte dependência do capital das encomendas estatais principalmente aquelas associadas ao setor da defesa.

3 – Natural, afinal um império sobrevive, em grande parte, em função de seu poder militar e possuir bases com soldados e armamentos em todo o planeta faz movimentar a produção de petróleo, veículos de combates, aviões, armas todos originários de empresas instaladas nos EUA e devemos acrescentar, ainda no setor da guerra, a geração de milhões de empregos públicos civis e militares.

4 – O MAIOR EMPREGADOR DO MUNDO É O DEPARTAMENTO DE DEFESA DOS EUA COM MAIS DE 3 MILHÕES DE EMPREGADOS!

5 – Durante encontro realizado em Belo Horizonte denominado “10º Fórum Liberdade e Democracia” os srs. Paulo Guedes e Romeo Zema apresentaram o discursinho demagógico de sempre culpando os servidores públicos pelos problemas econômicos e defendendo a ideologia do Estado fora da economia.

6 - A plateia de classe média aplaudiu de pé acreditando piamente na sua participação na divisão do saque ao Estado e sem perceber seu papel secundário no processo de recolonização do Brasil segue defendendo o fim dos direitos sociais julgando eterno seus ganhos de empresário regional, municipal ou do bairro.  

7 - Os srs. Guedes, Zema e demais entreguistas, de forma proposital, ocultam os elementos históricos que comprovam a forte presença reguladora estatal no processo de formação do império estadunidense – e qualquer outro – simbolizado no protecionismo comercial.

8 – No início do século 19 o economista alemão Friedrich List constatou este fato ao vivo e transplantou o modelo para seu país que caminhava atrasado em relação a Inglaterra e a França no quesito capitalismo.

9 – Imaginem o caso brasileiro! como iniciar um processo de modernização da economia sem o apoio ou intervenção estatal ao modo do período Vargas? Durante os 108 anos que separaram a independência da Revolução de 1930 o país esperou a competência da inciativa privada apoiada nos investimentos estrangeiros e nada aconteceu, aliás, este sonhado capital externo apenas criou obstáculos aos projetos de uma indústria nacional.

10 – O Brasil do século 21, considerando as posições econômicas e políticas do atual governo, procede ao mesmo modo do século 19 ou dos oligarcas da República Velha acomodados diante dos ganhos com a exportação de produtos primários, felizes em passear na França as custas da miséria do povo.

11 – O discurso colonial tenta confundir os trabalhadores com promessas de empregos e vida farta a partir da instalação de empresas internacionais no Brasil. A história revela exatamente o contrário, afinal estas empresas saltam de país em país buscando o maior lucro, ou seja, desejam apenas retirar.

PS – 1 – O Sr. Zema entregou aos banqueiros a gestão do ensino médio de Minas Gerais e dá-lhe índices, gráficos e tabelas comparando o desempenho da educação em nossas terras com aquelas do dito mundo desenvolvido.

PS – 2 – Na prática a formulação e execução da política educacional de Minas foi terceirizada e no aspecto ideológico o Sr. Zema possui agora os elementos para fechar a Secretaria da Educação ou reduzi-la a condição de um departamento “enxuto” o mesmo verificando-se nas escolas, afinal um ensino voltado à elevação deste ou aquele índice torna desnecessário a presença de professores bastando para este fim tutores diante de computadores orientando as atividades distribuídas de forma padrão.

PS – 3 – TEMPOS MODERNOS: Aqueles funcionários responsáveis pelo acompanhamento das escolas também tornam-se desnecessários  bastando para este fim verificar o seguinte: o diário eletrônico, criado para proporcionar um melhor acompanhamento da família, agora transformou-se em instrumento para fechamento de turmas e a emissão de relatórios pode ficar a cargo de um número reduzido de estagiários que repassam ao diretor do núcleo de escolas e pede providências, o ponto eletrônico da mesma forma e quanto ao aspecto pedagógico o banco, por seus monitores, realizam a tarefa até de São Paulo.  

PS – 4 - Alguém consegue recordar do tempo que existiam funcionários nos bancos?

PS – 5 – ESBRAVEJAR: No Congresso existem projetos para extinguir a estabilidade do servidor público e não custa recordar: a reforma do ensino médio possibilita a redução do quadro de professores, aumenta o quantitativo da carga horária à distância e aquela efetivada fora da escola.

PS – 6 – Professores, inspetores, analistas, técnicos, não serão os ludistas do século 21, contudo devem buscar a fórmula de utilizar a tecnologia em favor do desenvolvimento humano e não em forma de garantir o aumento dos lucros dos banqueiros.



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

GENERAL MOTORS; A CRISE DO MODELO NEOESCRAVISTA NOS ESTADOS UNIDOS por Wladmir Coelho

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*** GENERAL MOTORS; A CRISE DO MODELO NEOESCRAVISTA NOS ESTADOS UNIDOS


*** TRABALHADORES EXIGEM DIREITOS E GREVE DA GM COMPLETA DUAS SEMANAS

*** O MODELO EXECRADO NOS EUA É ADOTADO NO BRASIL E RECEBE APLAUSOS DA BURGUESIA MAIS ATRASADA DO MUNDO

Por: Wladmir Coelho 

1 – O discurso da não intervenção estatal associado ao louvor do mercado como única entidade em condições de garantir o funcionamento pleno da economia agrada, curiosamente, o presidente do maior banco do planeta os controladores da General Motors e chega, sem cerimonias, ao dono da padaria da esquina.

2 – “Quem não tem competência não permanece no mercado”, “a concorrência vai garantir ao mais capaz a sobrevivência no mundo empresarial”, “o Estado apenas dificulta o funcionamento ideal do mercado” estas e outras frases constituem o mantra do dono da padaria decoradas em palestras e cursos das associações empresariais.

3 – O dono da padaria não sabe, mas o banqueiro e os controladores da General Motors, em 2008, correram ao governo dos Estados Unidos para exigir que o Estado assumisse as dívidas da empresa. E conseguiram!

4 – A General Motors recebeu do governo estadunidense empréstimos (para pagar os banqueiros) e investimentos diretos através da compra de ações pelo Tesouro. Enquanto isso pequenos e médios empresários fecharam restaurantes, mercadinhos, lojas de conveniência e ainda entregaram suas casas, utilizadas como garantia de financiamentos de seus pequenos negócios, aos bancos. Capitalismo sem risco para os grandes e leis do mercado para os pequenos, assim funciona a livre concorrência.

5 – VOLTANDO A GENERAL MOTORS; a empresa, diante do apoio estatal, prometeu manter os empregos e tratou de anunciar novas contratações – incluindo antigos empresários de bairro – elevando, para alegria governamental, os índices econômicos dos Estados Unidos.

6 – A REALIDADE: desde o último dia 16 os trabalhadores das 31 fábricas da General Motors distribuídas em 9 estados encontram-se em greve e reivindicam, inclusive, o fim das contratações de horário parcial, ou seja, depois de apropriar-se dos recursos do povo a General Motors ampliou o número de empregados sem direitos mínimos e com salários igualmente aviltantes. Eis a recuperação econômica anunciada e referenciada lá e aqui no Brasil.

7 – Nos últimos três anos a General Motors lucrou US$ 35 bi fartamente distribuídos entre seus administradores, bancos, fundos de investimentos enquanto o trabalhador não possui o direito de férias remuneradas, licença maternidade, licença luto e ainda encontra a obrigação de cumprir horas extras transformando em tempo integral o contrato de tempo parcial.

8 – Retomando o fato intervenção econômica; somente um tolo não percebeu a disputa evidente entre economias com forte presença estatal e aquelas do discurso liberal e prática protecionista.
9 – O trabalhador vai perdendo o emprego e os direitos em nome do maior lucro possível sempre destinado aos banqueiros.

10 – A situação do Brasil merece atenção: a política econômica do atual governo retira a possibilidade de superação do nosso atraso (pelo menos a condição de sobrevivência econômica soberana) diante das privatizações dos setores estratégicos como a Petrobras, Eletrobras e Correios sem mencionarmos a destruição da estrutura responsável pela educação, pesquisa, saúde e assistência social.

11 – O discurso ideológico da supremacia do mercado e incompetência do Estado não passa de uma grande farsa e serve somente para justificar os meios para o aumento da exploração dos trabalhadores e como observamos o grande capital não sobrevive sem o apoio estatal e para este fim exige a sua posse total. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

O PETRÓLEO DO IRÃ E A REFINARIA DOS PRÍNCIPES SAUDITAS. Wladmir Coelho

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*** O PETRÓLEO DO IRÃ E A REFINARIA DOS PRÍNCIPES SAUDITAS


*** A DISPUTA ENTRE ESTADOS UNIDOS E CHINA; UMA GUERRA RESOLVERIA A QUESTÃO?

*** COMO MOBILIZAR O POVO PARA UMA GUERRA MUNDIAL?

*** AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS NO BRASIL; O TRABALHADOR PAGANDO A FARRA DOS ESPECULADORES

*** O PAPEL DA PETROBRAS ESTATIZADA NO PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL

POR WLADMIR COELHO

1 – O governo dos Estados Unidos, para variar, apontou em direção ao Irã no episódio do ataque a refinaria dos príncipes árabes cujo resultado, ironicamente, gerou elevados lucros aos fundos de investimentos, produtores de petróleo de xisto sem contar o alívio e promessas aos produtores de milho a matéria prima do etanol estadunidense.

2 – Quando o assunto é petróleo os diferentes governos dos Estados Unidos não pensam duas vezes antes de intervir nos assuntos internos dos países produtores e no caso do Irã esta intromissão é verificada desde 1953 através da operação AJAX.

3 – O governo do Irã, chefiado por Mohammed Mossadegh, foi impedido de comercializar livremente o petróleo através da empresa estatal gerando, em um país dependente deste recurso, uma grave crise econômica devidamente aprofundada por ações da CIA como a organização e financiamento das  manifestações de rua, atentados atribuídos aos comunistas, defesa da família e da religião ameaçadas, notícias falsas de jornais, acusações contra a honestidade do governante.

4 – Como resultado o governo nacionalista foi derrubado enquanto um monarca fantoche foi elevado ao poder e o petróleo entregue aos oligopólios de sempre isso até 1979 quando os religiosos assumiram a liderança do movimento revolucionário derrubando a monarquia entreguista e novamente nacionalizando o petróleo.

5 - Atualmente a tentativa estadunidense de intervir no Irã encontra algumas barreiras adicionais em relação ao golpe de 1953; ironicamente os antigos inimigos internos do “comunista” Mohammed Mossadegh contam com o apoio direto do governo chinês, possuindo este, interesse no fornecimento do petróleo iraniano.

6 – Vejamos alguns aspectos: a China para a continuidade de sua produção depende em 70% do petróleo importado e destes, até recentemente, importava 6% dos Estados Unidos atividade suspensa em função da, por enquanto, guerra comercial.

7 – Adquirido o petróleo, refinado e transformado em combustível e matéria-prima a produção chinesa necessita, óbvio, de escoamento e neste ponto o Irã novamente surge como ponto vital. Somente em infraestrutura de transporte o  governo chinês investiu US$ 120 bi na antiga Pérsia incluindo ferrovias com trens de alta velocidade, rodovias, portos acrescidos, lógico, da exploração de campos petrolíferos antigos e novos.

8 – O investimento em infraestrutura de transporte chinês no Irã implica no acesso à Turquia e desta a Europa e não é sem razão, por exemplo, as constantes reuniões e visitas da Sra. Merkel ao presidente Xí Jinping sem falar dos interesses franceses.

9 – Um investimento de bilhões de dólares implica em garantias de segurança e neste caso confundem-se com aspectos de defesa nacional do Irã e da própria China e certamente este é um dos motivos da não intervenção militar dos EUA.

10 – Até o momento Donald Trump – com relação a possível retaliação em função do ataque a refinaria dos príncipes sauditas – apresenta um jogo de rosnar e latir, pois, tem clareza do preço de uma invasão ou ataques a distância preferindo aprofundar o cerco econômico através das sanções.  

11 – Até quando? a economia estadunidense encontra-se estagnada acrescentando-se ao fato uma movimentação da China, Rússia e Irã no sentido de romper as barreiras comerciais incluindo, no caso dos dois últimos países, os meios para superar as sanções econômicas.

12 – Qual o meio? o rompimento do poder do dólar constitui o primeiro passo e neste sentido cresce a utilização das moedas destes países nas transações comerciais centradas na China, isso não é pouca coisa, devemos ainda acrescentar os ensaios para a criação de meios independentes do poder econômico estadunidense para a compensação dos pagamentos.

13 - Os Estados Unidos realizam em novembro de 2020 eleições presidenciais e uma guerra de grandes proporções justificada por prejuízos aos príncipes árabes não é um tema popular.

14 – Qual seria o motivo para justificar um grande apoio popular à guerra de grandes proporções cujo resultado seria uma nova divisão econômica do planeta? Exemplos não faltam cito dois: Pearl Harbor e 11 de setembro.

15 – Fato: os governantes estadunidenses apontam o dedo contra os iranianos no episódio do ataque com minas ao petroleiro japonês e recentemente o caso da refinaria árabe criando a imagem, para o Irã, de um país terrorista com práticas contra a humanidade e imaginem um atentado de falsa bandeira em pleno território estadunidense. A quem culpariam?

16 – Por enquanto não temos o atentado ou uma guerra com bombas, mas o capital necessita de uma ajudinha estatal urgente para sair da estagnação através da criação de empregos, soldados vivos recebem salários e mortos diminuem o número de desempregados, uma guerra de grandes proporções vai movimentar a indústria farmacêutica, a automobilística e depois a reconstrução com uma população reduzida trabalhando por comida e moradia. A economia nazista funcionou assim.

17 – Os capitalistas vibram com a especulação decorrente do ataque a maior refinaria do mundo e nós trabalhadores estamos pagando a conta considerando o repasse dos custos da reconstrução das instalações industriais dos príncipes árabes e consequente pagamento aos especuladores.

18 – ENQUANTO ISSO NO BRASIL: o governo do Sr. Bolsonaro e seus generais carreiristas e entreguistas optou pela destruição do país antes mesmo de uma guerra entregando ao império o controle, inclusive, do petróleo nacional.

19 – De forma debochada o capitão aposentado realizou, na segunda-feira, um pedido à Petrobras pela manutenção do preço dos combustíveis. Na quinta-feira verificou-se exatamente o contrário. Alguma surpresa? Lógico que não. Temos no reajuste dos valores dos combustíveis no Brasil a cobrança do tributo para pagar o lucro indecente, dos mais ricos, nas bolsas de valores no último dia 16.

20 – Em 1953 Mohammed Mossadegh era derrubado no Irã enquanto no Brasil nascia a Petrobras com a missão de libertar nossa economia da intervenção dos oligopólios petrolíferos garantindo, inclusive, a criação de uma política de preços independente dos interesses dos especuladores de sempre. Em 1954 o presidente responsável pela criação da Petrobras, Getúlio Vargas, sofre uma terrível campanha patrocinada com recursos da CIA cujo resultado todos sabemos.

21 – Recuperar o controle nacional e estatal da Petrobras é fundamental para a economia brasileira. Infelizmente este tema encontra-se apagado, eclipsado por algoritmos moralistas, religiosos. O governo do Sr. Bolsonaro e seus generais entreguistas fazem muito bem este jogo e compensam o aumento da exploração do trabalhador com beijos, insultos e nós embarcamos.

22 – Afinal; diante do processo de redivisão econômica do planeta, da ameaça de uma guerra, do pagamento de tributos aos especuladores, da intensificação do trabalho de quem ainda possui um emprego o que vamos fazer? Vamos continuar feito baratas tontas reproduzindo o discurso moralista ou vamos buscar os meios para a reconstrução econômica do Brasil?

23 – Continuaremos assistindo a entrega do Brasil ou vamos construir um projeto de superação da nossa dependência econômica implicando este em necessária alteração do processo produtivo? Questões presentes, questões para o futuro de uma país.    

sábado, 3 de agosto de 2019

INICIAÇÃO CIENTÍFICA E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO; O PAPEL DA ESCOLA NO PROCESSO EMANCIPATÓRIO NACIONAL Wladmir Coelho




INICIAÇÃO CIENTÍFICA E

 DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO;

O PAPEL DA ESCOLA NO PROCESSO

 EMANCIPATÓRIO NACIONAL


Wladmir Coelho

O controle da produção científica e tecnológica revela-se em nossos dias a base da disputa entre potências econômicas restando aos países periféricos o simples acompanhamento e consequente consumo das chamadas novas tecnologias.

A dependência tecnológica, deste modo, apresenta-se como um grande obstáculo ao desenvolvimento econômico aprofundando a distância entre ricos e pobres desde o acesso aos medicamentos, às condições de transporte, comunicação e emprego.

Diariamente os meios de comunicação divulgam informações envolvendo a disputa pelo controle tecnológico nos diferentes setores da economia constituindo este fato em disputas que beiram o conflito militar encontrando-se este setor, inclusive, no centro da produção cientifica mundial.

No caso brasileiro a superação destas dificuldades encontra no discurso da valorização da educação a sua fórmula comum, contudo a palavra de forma isolada não consegue materializar os meios necessários existindo a necessidade da criação de políticas educacionais entendidas como parte integrante do planejamento econômico.
 
Neste sentido a Constituição de 1988 elevou a educação básica a condição de direito social determinando ainda a sua vinculação ao mundo do trabalho e a prática social criando, desta forma, os instrumentos necessários a formação de nossos jovens associada ao processo de transformação econômica nacional.

Desta forma o desenvolvimento de uma formação cientifica básica passa a exigir a superação das metodologias educacionais apoiadas no discurso da ciência para aquela voltada à associação entre a teoria e a prática valorizando a intervenção no meio social apresentando como objetivo, ainda segundo a Constituição de 1988, a “promoção humanística, científica e tecnológica do país.”

A restrição ao discurso da ciência nas escolas, em detrimento a sua associação a prática cientifica, guarda ainda elementos da busca de uma mítica neutralidade de suas ações impossibilitando a intervenção na realidade a partir da orientação escolar resultando na formação pautada na simples aceitação e quando muito na adequação das vidas dos estudantes as condições sociais dadas.

Vejamos neste ponto a necessária superação das formas tradicionais observadas nas antigas feiras de ciências com maquetes dos grandes rios e seus afluentes para um estudo amplo envolvendo, além da maquete, a forma de exploração econômica predominante naquelas águas com seus benefícios e perigos ou uma análise das áreas de risco urbanas superando a simples narrativa do desmoronamento iminente distanciada de um estudo das políticas de ocupação e uso do solo.

A iniciação científica, como observamos, possui como característica a mobilização social reservando a escola a condição de educadora não somente de seus estudantes ampliando esta função à comunidade na qual encontra-se inserida. Para ilustrar esta aplicação imagine os estudantes do ensino médio participando diretamente da elaboração e aplicação, junto as prefeituras, dos projetos de preservação do patrimônio público ou contribuindo na criação de meios para o uso racional da água e energia com o apoio das empresas públicas do setor.

Temos neste ponto a vinculação da educação ao mundo do trabalho, fato determinado em nossa Constituição, ampliando o conceito de trabalho para além da formação técnica e profissional associando a escola a ação criativa e prática apresentando em sua base a democratização da produção científica.

Esta democratização, naturalmente, inclui não apenas a aplicação escolar de novas tecnologias, mas a sua reelaboração somada ao acesso aos centros de criação estimulando ainda a formação continuada de nossos professores através de programas de formação em diferentes níveis associados a progressões e promoções em sua carreira.

Temos no fato iniciação científica, como é possível observar, aspectos notáveis em relação ao processo de ensino/aprendizagem, contudo devemos atentar para a sua condição supra escolar envolvendo desde a formação de professores, a mobilização dos diferentes agentes públicos, o setor produtivo somados a necessária política econômica voltada ao desenvolvimento nacional. 

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