quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

UMA GUERRA DE DISCURSOS E GENTILEZAS





* UMA GUERRA DE DISCURSOS E GENTILEZAS

* OS CÃES LADRAM E A CARAVANA PASSA OU LÁ VEM O SEU CHINA NA PONTA DO PÉ

* A GUERRA AGORA É DIFERENTE

Por Wladmir Coelho 

1 – O discurso oficial permanece distante do mundo real interessando, geralmente, a narrativa da vitória como forma de garantir a dose diária de alucinógenos aos eleitores do governante de plantão bastando para este fim algumas postagens no WhatsApp ficando o resto por conta dos algoritmos e suas bolhas de alienação.

2 – O assassinato do general Soleimani, a histeria da 3ª Guerra Mundial, a vingança gentil com lançamento de mais de 20 misseis que não provocam sequer uma baixa nas tropas estadunidense e pouco ou nenhum dano material causam as bases militares atingidas facilitam a dose diária de alucinação e reduzem os fatos a condição de “livre” interpretação com ambos os envolvidos proclamando-se vitoriosos.

3 – Enquanto isso o mundo continua girando e pouco ou nada foi debatido a respeito dos interesses econômicos envolvidos preferindo o sistema hegemônico de comunicação classificar este ou aquele como terrorista ou pedófilo e assassino de crianças de 7 anos sem a necessária comprovação e os alienados passivamente reproduzindo a farsa.

4 – O CAPITAL ESTADUNIDENSE GANHOU MUITO - O sr. Donald Trump, sem dúvidas, apresentou como resultado de sua iniciativa em desrespeitar a soberania iraquiana um aumento fantástico (considerando a alta do petróleo e das ações da petrolíferas) nos lucros dos fundos de investimentos sem falar dos ganhos oferecidos aos oligopólios petrolíferos facilitando, internamente, a arrecadação de fundos para sua campanha eleitoral.

5 – Novamente acudiu, o sr. Trump, os produtores estadunidenses de petróleo de xisto responsáveis pela autossuficiência energética dos Estados Unidos uma ilusão propagandística quando verificada a real penúria das empresas do setor com custos e danos ao meio ambiente elevados.

6 – Neste ponto temos o necessário debate a respeito do controle das áreas produtoras de petróleo não somente relacionado ao abastecimento estadunidense, mas como instrumento de limitação aos planos chineses de expansão de seu poder industrial e consequente influência comercial.

7 – Com relação ao controle da produção petrolífera o Irã e o Iraque possuem, respectivamente, a 3ª e a 4ª maiores reservas petrolíferas do mundo – a maior reserva provada pertence a Venezuela – encontrando-se a China como principal comprador dos persas adquirindo até 70% da produção iraniana atuando, os chineses, também ao sul do Iraque explorando o petróleo da região.

8 – O Iraque possui com os chineses uma aproximação comercial que movimenta, anualmente, US$ 30 bilhões resultado da condição de principal fornecedor de petróleo à China existindo ainda o aprofundamento destas relações em função dos acordos de reconstrução e infraestrutura decorrentes da Nova Rota da Seda.

9 – TRUMP QUER SAIR DO IRAQUE?  O sr. Trump afirma e a imprensa domesticada pelo imperialismo repete: para sairmos do Iraque temos como condição o recebimento dos bilhões de dólares gastos na base aérea, contudo a realidade revela outros motivos como podemos ver a seguir.

10 – LIG LIG LIG LÉ - Em setembro de 2019 o governo iraquiano assinou com a china um acordo ampliando os investimentos daquele país no setor de infraestrutura sempre financiados através da venda de petróleo ampliados, em função do acordo, em 100 mil barris ao dia a partir de outubro.

11 – Estes investimentos somam-se aos verificados no Irã e envolvem financiamento de indústrias petroquímicas e obras de infraestrutura como ferrovias, rodovias, oleodutos, comunicação resultantes do conjunto de obras de concretização da Nova Rota da Seda ligando  Urumqi (a capital da província de Xinjiang, oeste da China) a Teerã, e conectando o Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão e Turquemenistão ao longo do caminho e depois via Turquia para a Europa.  

12 – A VINGANÇA GENTIL – Os Estados Unidos possuem uma estrutura militar reconhecidamente poderosa, mas controlar efetivamente um país exige a presença física de soldados e estrutura de defesa gerando gastos elevados sem retorno imediato a não ser aqueles destinados à indústria da guerra incluindo armamentos e mercenários.

13 – Aos iranianos não interessa a destruição da infraestrutura ainda não refeita completamente da guerra de 10 anos contra o Iraque sem falar nos problemas sociais internos aprofundados em função do cerco dos Estados Unidos através das sanções comerciais.

14 – A GUERRA AGORA É OUTRA – A tática do sr. Trump não segue a linha dos “falcões” do Pentágono e prefere explorar exatamente o fator econômico através do cerco cruel e patrocino dos movimentos contrários aos governos não submissos através das famosas oposições “democráticas” sempre associadas a proposta de “modernização” entendidas estas como privatizações e abertura sem limites do mercado nacional. Exemplos temos não somente no Oriente Médio, mas espalhados em todo o planeta.

15 – Este método de intervenção do imperialismo estadunidense não constitui propriamente uma novidade recebendo do sr. Trump predileção a ponto deste não ter iniciado uma guerra do tipo convencional ao contrário de todos os governantes de seu país desde o final da 2ª Guerra Mundial.

16 – A guerra convencional acabou?  a resposta evidente é NÃO, contudo o poderio militar dos Estados Unidos encontrou uma barreira diante da reestruturação militar da Rússia e da política de alianças comerciais da China e seu modelo amparado no “socialismo de mercado” um tema complexo, mas seus resultados revelam-se diariamente através da ampliação de seu  poder econômico.      

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

O IMPERIALISMO LUCRANDO COM A HISTERIA DA 3ª GUERRA






*  O IMPERIALISMO LUCRANDO COM A HISTERIA DA 

3ª GUERRA

* ESTREITO DE ORMUZ: A PASSAGEM CONTINUA 

LIVRE, MAS O CAPITALISMO PREFERE A 

ESPECULAÇÃO

* VAMOS FALAR SÉRIO: QUEM ESTABELECE O PREÇO 

DO PETRÓLEO

* VAMOS ESTUDAR UM POUQUINHO DE HISTÓRIA?

* COM OU SEM GUERRA O BRASIL FRAGILIZADO EM 

NOME DA IDEOLOGIA NEOLIBERAL


POR WLADMIR COELHO 

1 – ESTREITO DE ORMUZ – Localizado entre Omã e Irã o estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e este ao Mar Arábico por esta rota foram transportados em 2018 21 milhões de barris de petróleo ao dia o equivalente a 21% do consumo mundial. (Dados do US Energy Information Administration - EIA)

2 – O que acontece caso ocorra uma interrupção no trânsito de petróleo no Estreito de Ormuz? a distribuição do petróleo produzido no Oriente Médio não será paralisada, contudo; “A incapacidade de o petróleo transitar no estreito de Ormuz, mesmo que temporariamente, pode levar a atrasos substanciais na oferta e consequente elevação nos custos de transporte, resultando em preços mundiais mais altos.” (EIA)

3 – Até o momento não existe nenhum impedimento por parte do Irã relativo a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, todavia as empresas petrolíferas, incluindo a Petrobras, resolveram alterar as rotas elevando, por consequência, os preços do transporte.

4 – Devemos ainda observar o seguinte: a política de preços do petróleo ou qualquer commodity não encontra-se regulada, exclusivamente, por questões relacionadas aos custos de extração e transporte.

5 – Precisamos recordar que o petróleo encontra-se na base da produção convertendo-se em fonte de energia e matéria prima para diferentes setores industriais desta forma o controle de sua produção e distribuição constitui aspecto estratégico e segurança nacional.

6 – Os preços das comodities, incluindo petróleo, encontram-se naturalmente submetidos ao seu valor estratégico tenha esta a condição de fonte de energia, matéria prima ou mesmo alimentar, contudo inexiste uma regulamentação internacional a este respeito no sentido de fazer prevalecer os interesses do progresso da humanidade diante dos interesses meramente especulativos.

7 – O interesse maior em relação aos preços do petróleo encontra-se, como qualquer outra commodity, associado aos interesses do lucro dos grandes negociadores de títulos, ações ávidos por aproveitar qualquer possibilidade de elevação de seus ativos de papel criando crises sucessivas incluindo a histeria de uma Terceira Guerra Mundial mesmo que esta ainda permaneça no campo da simples possibilidade.

8 – A situação de ameaça da normalidade do fornecimento de petróleo não representa uma novidade apresentando-se durante a Segunda Guerra Mundial, depois em 1956 após a nacionalização do Canal de Suez, no ano de 1974 durante a guerra pela retomada dos territórios ocupados por Israel e 1979 em decorrência da intervenção estadunidense contrário ao avanço da revolução iraniana.

9 – A soma destes episódios constitui elementos suficientes para a constatação da necessária elaboração de uma política de segurança energética nos diferentes países e assim procederam os europeus, estadunidenses e brasileiros.

10 – Os Estadunidenses, detentores das maiores empresas petrolíferas, adotaram as seguintes práticas: constituição de uma reserva petrolífera, proibição da exportação de petróleo nacional (este ato vigorou durante 40 anos e foi suspenso em 2015) somados ao estímulo à exploração do xisto e elaboração de uma política externa de controle das principais áreas produtivas do mundo através da presença de suas empresas elevando este fato a questão de segurança nacional, ou seja, a restrição a participação de uma empresa estadunidense no processo de exploração petrolífera em qualquer país é entendida como uma espécie de declaração de guerra.

11 – No caso brasileiro, por motivos óbvios, não foi possível aplicar os métodos imperialistas utilizados pelos Estados Unidos e potências europeias restando adotar o caminho natural do controle estatal da importação, produção, refino e distribuição resultando esta prática na criação da Petrobras através da Lei 2004 assinada em 3 de outubro de 1953 pelo presidente Getúlio Vargas.

12 – A Lei 2004 garantia o monopólio estatal do petróleo e determinava a Petrobras como empresa responsável por sua aplicação garantindo, desta forma, a segurança energética nacional.

13 – Percebam neste caso o alcance desta medida em relação ao enfrentamento ao imperialismo e não foi sem motivo que ato continuo o presidente Vargas foi levado ao suicídio, o presidente Goulart, após nacionalizar as refinarias e disciplinar a importação de petróleo, foi derrubado por um golpe militar em 1964 tratando estes golpistas de “flexibilizar” o monopólio estatal através dos chamados contratos de risco.

14 – Nos anos 1990 Fernando Henrique Cardoso enterrou de vez o monopólio estatal – e vejam o quanto este senhor ainda é festejado internacionalmente e internamente sempre apresentado como o modernizador da economia nacional não passando, na verdade, de um entreguista.

15 – Em 2006 a Petrobras anuncia a descoberta do pré-sal uma gigantesca reserva petrolífera ainda parcialmente delimitada e a cada dia mais distante do controle pleno dos interesses brasileiros. Esta descoberta é atualmente alvo da destruição entreguista impedindo o imperialismo a utilização de seu poder econômico para o desenvolvimento nacional.

16 – VOLTANDO AO ESTREITO DE ORMUZ – O simples anúncio de uma guerra – que ainda não há – converte-se em meios de ganho aos especuladores detentores dos fundos de investimentos internacionais – estes que somente até novembro passado retiraram do Brasil US$ 27,15 BILHÕES! – através da jogatina nas bolsas de valores.

17 – Enquanto isso o governo brasileiro permanece inoperante e não apresenta um plano para a garantia da segurança energética e alimentar – lembrai-vos dos sucessivos aumentos do gás de cozinha – expondo o nosso povo a toda espécie de perigos e provações ameaçando a reduzida produção industrial nacional diante do eminente aumento dos transportes sem falar da matéria prima necessária aos ainda sobreviventes setores de nossa indústria.

18 – Ainda não tenho notícias de uma proposta alternativa – emergencial – ao modelo entreguista do atual governo brasileiro e acredito que precisamos superar a fase dos “memes” e mesmo da histeria diante de uma eventual guerra e partir para ações concretas de proteção da economia brasileira e sem medo exigir a nacionalização dos nossos recursos minerais.      

terça-feira, 1 de outubro de 2019

*** OS GUAIDÓS DO BRASIL – CIVIS E FARDADOS - COMPROVAM SUA EFICIÊNCIA QUANDO O ASSUNTO É TRAIR A PÁTRIA Por Wladmir Coelho

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*** O SR. GUAIDÓ E O SAQUE AO PATRIMÔNIO DO POVO VENEZUELANO


*** O TRISTE PAPEL DOS ENTREGUISTAS, TRAIDORES OU SIMPLESMENTE AGENTES DO IMPERIALISMO CONTRA O SEU POVO

*** FUNDOS ABUTRES O CAPITAL SEM PERFUME

*** OS GUAIDÓS DO BRASIL – CIVIS E FARDADOS - COMPROVAM SUA EFICIÊNCIA QUANDO O ASSUNTO É TRAIR A PÁTRIA

Por Wladmir Coelho 

1 – As classes dominantes latino-americanas encontram como referência ou ideal de civilização os Estados Unidos e acreditam piamente pertencerem aos elevados círculos financeiros daquele país. Pobrecitos!

2 – O capital e seus capitalistas conhecem apenas os interesses próprios e o papel do agente colonial é prestar o necessário apoio aos projetos dos grandes grupos econômicos inexistindo o reconhecimento dos serviços prestados quando o assunto é lucro.

3 – Vejamos o caso do sr. Juan Guaidó nomeado, por desejo e ordem do sr. Donald Trump, presidente paralelo da Venezuela com poderes, inclusive, de movimentar recursos do povo venezuelano sequestrados pelo governo estadunidense.

4 – METENDO A MÃO NO DINHEIRO DO POVO. Para financiar suas sucessivas e fracassadas tentativas de golpes o sr. Guaidó tratou de assumir, com as bênçãos do sr. Trump, o controle da 5ª maior refinaria dos Estados Unidos A CITGO Petroleum Corporation uma subsidiária da Petróleo da Venezuela (PDVSA).

5 – Em lealdade ao império o sr. Guaidó indicou gestores ligados aos oligopólios do petróleo revelando a sua disposição em entregar, realizado o seu sonho de Coiote do desenho do Papa-Léguas, as maiores reservas de petróleo provadas do mundo aos interesses das petrolíferas estadunidenses. NOTA: O sr. Bolsonaro, seus generais entreguistas, o sr. Guedes e o bom rapaz Maia, devidamente enrolados no auriverde pendão e cantando o hino com mãozinha no peito, já cumpriram a ordem de entregar o petróleo brasileiro à matriz.

6 – O sr. Guaidó de golpe em golpe vivia feliz da vida aproveitando os seus dias de príncipe saudita as custas dos recursos de uma empresa do povo venezuelano, mas tudo tem limite e o capital preza o lucro e como sabemos “time is money”.

7 – Uma antiga disputa, envolvendo a mineradora canadense Crystallex, exigindo esta uma indenização de US$ 1,4 bilhão decorrente da suspensão de um contrato para exploração de ouro vai concretizando o plano de destruição do patrimônio da PDVSA e de forma contraditória revela o quanto é descartável o sr. Guaidó e seus seguidores.

8 – A questão encontra-se em recente decisão da justiça estadunidense em considerar a empresa PDVSA como parte do Estado venezuelano e desta forma responsável pela dívida com a empresa canadense.

9 – Este ato da justiça estadunidense vai abrir as portas para todo tipo de cobrança contra a Venezuela e vai dificultar a obtenção do necessário financiamento da CITGO – agora responsável pelas dívidas estatais - para o pagamento dos títulos PDV 2020 e deste a sobrevivência da empresa.

10 – O sr. Guaidó brincou com fogo e vai perder a sua principal fonte de renda somando ao prejuízo gigantesco ao seu país destruindo o maior ativo da PDVSA nos Estados Unidos.

11 – Quem ganha? Neste caso específico um fundo abutre chamado Tenor Capital – sediado em Nova Iorque – que investiu US$ 70 milhões na Crystallex e vai levar para os seus cofres US$ 800 milhões daquela dívida de US$ 1,4 bilhão.  

12 – Durante o processo a irresponsabilidade do sr. Guaidó chegou ao ponto de nomear como procurador do governo paralelo, no caso da Crystallex contra o Estado venezuelano, o sr. José Ignácio Hernandez um antigo advogado da mineradora. Era ou não previsível o resultado?

13 – EU TE AMO MEU BRASIL! O governo brasileiro vai leiloar o petróleo do pré-sal e anuncia-se para breve a entrega definitiva da Petrobras ao controle direto dos oligopólios; os nossos guaidós revelam-se mais eficientes. 

terça-feira, 24 de setembro de 2019

*** ZEMA APLAUDIDO DE PÉ: “CEMIG É OBSTÁCULO PARA O PROGRESSO”Por Wladmir Coelho

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*** ZEMA APLAUDIDO DE PÉ: “CEMIG É OBSTÁCULO PARA O PROGRESSO”


*** ZEMA NOVAMENTE APLAUDIDO: “SERVIDORES VÃO ESBRAVEJAR E LUTAR POR PRIVILÉGIOS”

*** BANCO ADORA DEMITIR: EDUCAÇÃO EM MINAS AGORA É ATIVO DE UM BANCO

Por Wladmir Coelho

1 – A hegemonia imperial estadunidense enfrenta, de forma evidente, uma crise de grandes proporções expondo a necessidade de uma profunda reflexão a respeito do modelo econômico amparado no discurso de todo apoio ao mercado sem regulamentação.

2 – Sabemos todos da falácia da ausência de Estado na economia e exemplos não faltam e os EUA, ilustram com perfeição, a forte dependência do capital das encomendas estatais principalmente aquelas associadas ao setor da defesa.

3 – Natural, afinal um império sobrevive, em grande parte, em função de seu poder militar e possuir bases com soldados e armamentos em todo o planeta faz movimentar a produção de petróleo, veículos de combates, aviões, armas todos originários de empresas instaladas nos EUA e devemos acrescentar, ainda no setor da guerra, a geração de milhões de empregos públicos civis e militares.

4 – O MAIOR EMPREGADOR DO MUNDO É O DEPARTAMENTO DE DEFESA DOS EUA COM MAIS DE 3 MILHÕES DE EMPREGADOS!

5 – Durante encontro realizado em Belo Horizonte denominado “10º Fórum Liberdade e Democracia” os srs. Paulo Guedes e Romeo Zema apresentaram o discursinho demagógico de sempre culpando os servidores públicos pelos problemas econômicos e defendendo a ideologia do Estado fora da economia.

6 - A plateia de classe média aplaudiu de pé acreditando piamente na sua participação na divisão do saque ao Estado e sem perceber seu papel secundário no processo de recolonização do Brasil segue defendendo o fim dos direitos sociais julgando eterno seus ganhos de empresário regional, municipal ou do bairro.  

7 - Os srs. Guedes, Zema e demais entreguistas, de forma proposital, ocultam os elementos históricos que comprovam a forte presença reguladora estatal no processo de formação do império estadunidense – e qualquer outro – simbolizado no protecionismo comercial.

8 – No início do século 19 o economista alemão Friedrich List constatou este fato ao vivo e transplantou o modelo para seu país que caminhava atrasado em relação a Inglaterra e a França no quesito capitalismo.

9 – Imaginem o caso brasileiro! como iniciar um processo de modernização da economia sem o apoio ou intervenção estatal ao modo do período Vargas? Durante os 108 anos que separaram a independência da Revolução de 1930 o país esperou a competência da inciativa privada apoiada nos investimentos estrangeiros e nada aconteceu, aliás, este sonhado capital externo apenas criou obstáculos aos projetos de uma indústria nacional.

10 – O Brasil do século 21, considerando as posições econômicas e políticas do atual governo, procede ao mesmo modo do século 19 ou dos oligarcas da República Velha acomodados diante dos ganhos com a exportação de produtos primários, felizes em passear na França as custas da miséria do povo.

11 – O discurso colonial tenta confundir os trabalhadores com promessas de empregos e vida farta a partir da instalação de empresas internacionais no Brasil. A história revela exatamente o contrário, afinal estas empresas saltam de país em país buscando o maior lucro, ou seja, desejam apenas retirar.

PS – 1 – O Sr. Zema entregou aos banqueiros a gestão do ensino médio de Minas Gerais e dá-lhe índices, gráficos e tabelas comparando o desempenho da educação em nossas terras com aquelas do dito mundo desenvolvido.

PS – 2 – Na prática a formulação e execução da política educacional de Minas foi terceirizada e no aspecto ideológico o Sr. Zema possui agora os elementos para fechar a Secretaria da Educação ou reduzi-la a condição de um departamento “enxuto” o mesmo verificando-se nas escolas, afinal um ensino voltado à elevação deste ou aquele índice torna desnecessário a presença de professores bastando para este fim tutores diante de computadores orientando as atividades distribuídas de forma padrão.

PS – 3 – TEMPOS MODERNOS: Aqueles funcionários responsáveis pelo acompanhamento das escolas também tornam-se desnecessários  bastando para este fim verificar o seguinte: o diário eletrônico, criado para proporcionar um melhor acompanhamento da família, agora transformou-se em instrumento para fechamento de turmas e a emissão de relatórios pode ficar a cargo de um número reduzido de estagiários que repassam ao diretor do núcleo de escolas e pede providências, o ponto eletrônico da mesma forma e quanto ao aspecto pedagógico o banco, por seus monitores, realizam a tarefa até de São Paulo.  

PS – 4 - Alguém consegue recordar do tempo que existiam funcionários nos bancos?

PS – 5 – ESBRAVEJAR: No Congresso existem projetos para extinguir a estabilidade do servidor público e não custa recordar: a reforma do ensino médio possibilita a redução do quadro de professores, aumenta o quantitativo da carga horária à distância e aquela efetivada fora da escola.

PS – 6 – Professores, inspetores, analistas, técnicos, não serão os ludistas do século 21, contudo devem buscar a fórmula de utilizar a tecnologia em favor do desenvolvimento humano e não em forma de garantir o aumento dos lucros dos banqueiros.



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

GENERAL MOTORS; A CRISE DO MODELO NEOESCRAVISTA NOS ESTADOS UNIDOS por Wladmir Coelho

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*** GENERAL MOTORS; A CRISE DO MODELO NEOESCRAVISTA NOS ESTADOS UNIDOS


*** TRABALHADORES EXIGEM DIREITOS E GREVE DA GM COMPLETA DUAS SEMANAS

*** O MODELO EXECRADO NOS EUA É ADOTADO NO BRASIL E RECEBE APLAUSOS DA BURGUESIA MAIS ATRASADA DO MUNDO

Por: Wladmir Coelho 

1 – O discurso da não intervenção estatal associado ao louvor do mercado como única entidade em condições de garantir o funcionamento pleno da economia agrada, curiosamente, o presidente do maior banco do planeta os controladores da General Motors e chega, sem cerimonias, ao dono da padaria da esquina.

2 – “Quem não tem competência não permanece no mercado”, “a concorrência vai garantir ao mais capaz a sobrevivência no mundo empresarial”, “o Estado apenas dificulta o funcionamento ideal do mercado” estas e outras frases constituem o mantra do dono da padaria decoradas em palestras e cursos das associações empresariais.

3 – O dono da padaria não sabe, mas o banqueiro e os controladores da General Motors, em 2008, correram ao governo dos Estados Unidos para exigir que o Estado assumisse as dívidas da empresa. E conseguiram!

4 – A General Motors recebeu do governo estadunidense empréstimos (para pagar os banqueiros) e investimentos diretos através da compra de ações pelo Tesouro. Enquanto isso pequenos e médios empresários fecharam restaurantes, mercadinhos, lojas de conveniência e ainda entregaram suas casas, utilizadas como garantia de financiamentos de seus pequenos negócios, aos bancos. Capitalismo sem risco para os grandes e leis do mercado para os pequenos, assim funciona a livre concorrência.

5 – VOLTANDO A GENERAL MOTORS; a empresa, diante do apoio estatal, prometeu manter os empregos e tratou de anunciar novas contratações – incluindo antigos empresários de bairro – elevando, para alegria governamental, os índices econômicos dos Estados Unidos.

6 – A REALIDADE: desde o último dia 16 os trabalhadores das 31 fábricas da General Motors distribuídas em 9 estados encontram-se em greve e reivindicam, inclusive, o fim das contratações de horário parcial, ou seja, depois de apropriar-se dos recursos do povo a General Motors ampliou o número de empregados sem direitos mínimos e com salários igualmente aviltantes. Eis a recuperação econômica anunciada e referenciada lá e aqui no Brasil.

7 – Nos últimos três anos a General Motors lucrou US$ 35 bi fartamente distribuídos entre seus administradores, bancos, fundos de investimentos enquanto o trabalhador não possui o direito de férias remuneradas, licença maternidade, licença luto e ainda encontra a obrigação de cumprir horas extras transformando em tempo integral o contrato de tempo parcial.

8 – Retomando o fato intervenção econômica; somente um tolo não percebeu a disputa evidente entre economias com forte presença estatal e aquelas do discurso liberal e prática protecionista.
9 – O trabalhador vai perdendo o emprego e os direitos em nome do maior lucro possível sempre destinado aos banqueiros.

10 – A situação do Brasil merece atenção: a política econômica do atual governo retira a possibilidade de superação do nosso atraso (pelo menos a condição de sobrevivência econômica soberana) diante das privatizações dos setores estratégicos como a Petrobras, Eletrobras e Correios sem mencionarmos a destruição da estrutura responsável pela educação, pesquisa, saúde e assistência social.

11 – O discurso ideológico da supremacia do mercado e incompetência do Estado não passa de uma grande farsa e serve somente para justificar os meios para o aumento da exploração dos trabalhadores e como observamos o grande capital não sobrevive sem o apoio estatal e para este fim exige a sua posse total. 

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