terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

CANADÁ, QUEM DIRIA



CANADÁ, QUEM DIRIA, ACABOU 

FORNECEDOR DOS EUA

Wladmir Coelho

Os interesses da segurança energética dos Estados Unidos não ficam restritos as suas fronteiras. Inúmeros acordos comerciais apresentam de forma oculta o controle da produção energética. Na prática aplicam-se práticas coloniais de exploração. Vejamos o caso do Canadá.

O quadro econômico do Canadá revela o lado cruel da submissão aos ditames do mercado. Apontado como símbolo de sucesso do NAFTA o país encontra-se preso à política energética dos Estados Unidos.

Rico em areia betuminosa o Canadá direcionou sua economia ao setor petrolífero visando, graças ao NAFTA, a exportação de petróleo – resultante da areia betuminosa – para seu vizinho e amigo.

Este investimento atende o projeto dos Estados Unidos de garantia de auto suficiência ou independência do petróleo do Oriente Médio. Ocorre que os métodos para extração do petróleo de areia betuminosa apresenta custos elevados oscilando entre US$ 60,00 e US$ 100,00 por barril. Atualmente estes valores inviabilizam a continuidade dos empreendimentos considerando o valor do barril de petróleo em US$ 57,00.

O petróleo resultante da exploração da areia betuminosa é exportado – quase 100% - para os Estados Unidos e representa, para o Canadá, 14 % do total de suas exportações.

Acrescente aos problemas financeiros os desastres ambientais causados em função da destruição de florestas, rios e poluição dos lençóis freáticos para o beneficiamento da areia betuminosa canadense.


A província de Alberta, no Canadá, é responsável pela maior parte da produção do petróleo de areia betuminosa e sofre com esta dependência de base colonial: O governo provincial anunciou recentemente cortes de 15% no orçamento fato somado a expectativa de falência de empresas petrolíferas e suspensão de projetos de exploração.

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