domingo, 14 de dezembro de 2014

A GEOPOLÍTICA DO PREÇO DO PETRÓLEO




A GEOPOLÍTICA DO PREÇO DO PETRÓLEO

Wladmir Coelho

A queda do preço do petróleo assusta. Em menos de seis meses ocorreu uma desvalorização de 42% a maior parte desta, 30%, verificada nos últimos três meses.

Tratando-se de um setor oligopolizado não seria surpresa adicionarmos a soma das causas desta queda os interesses geopolíticos, dentre estes, a disputa por áreas com potencial produtivo na Ásia Central.

Neste sentido fragilizar a economia da Rússia torna-se um elemento a ser considerado. O país, em função de sua localização e influência na região, torna-se parte das rotas de gasodutos, oleodutos em direção a Europa e suas empresas petrolíferas possuem condições técnicas para disputar o controle das áreas produtivas somado, naturalmente, ao poderio militar tradicional fator de sucesso da indústria do petróleo.

Todavia os russos experimentam, desde o inicio do ano, uma desvalorização de 40% do valor do Rublo em relação ao Dólar, as sansões econômicas ampliam os prejuízos podem atingir US$ 40 bilhões ao ano.

SEGUNDA GUERRA FRIA?

Esta disputa pelo controle da Ásia Central nos conduz a uma espécie de remaker da Guerra Fria, embora a questão da Ucrânia aqueça o debate.

Em contrário a tese de uma política deliberada dos Estados Unidos em direção à desvalorização do petróleo apresentando como foco um ataque as finanças da Rússia revelam-se algumas questões.
A mais importante encontra-se na geração de empregos no setor petrolífero estadunidense que apresentou uma elevação no momento anterior a queda no preço em função das novas áreas de exploração, notadamente, aquela relacionada ao Xisto.

Mas, quem disse que uma potencial crise militar seria desfavorável a economia dos Estados Unidos?
Durante o período Reagan os Estados Unidos, claramente, adotou como prática o apoio estatal a indústria militar garantindo empregos e importante acesso ao mercado externo no setor de defesa.

O caminho para a ampliação deste setor verifica-se hoje através da OTAN e acordos com os governos do Japão e demais países com interesses no Mar da China, outra importante região de acesso a Ásia Central. 

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