segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

GE compra a Wellstream Holdings. Qual a relação com o controle da tecnologia no pré-sal ?



GE compra  a  Wellstream Holdings. 
Qual a relação com 
o  controle da tecnologia no pré-sal ? 


Wladmir Coelho        

  A história da exploração do petróleo sofre profunda transformação a partir dos anos 70 tendo em vista as modificações ocorridas nos principais países produtores quanto a propriedade do bem natural assumindo o Estado – via de regra – o controle direto deste recurso. Este fato contribuiu para a queda nos lucros das antigas 7 irmãs que passaram a atuar de forma diferente através da constituição de poderosos consórcios envolvendo bancos, empresas especializadas em transportes e tecnologia de exploração.            

O mercado, deste modo, permanecia concentrado em função da atuação destes consórcios detentores da tecnologia, experiência e força política para pressionar os governantes a permanecerem com o controle do bem natural reservando a iniciativa privada a propriedade do bem econômico mediante o pagamento de impostos a partir de concessões de 30 anos em média.
            
A recente crise monetária internacional proporcionou a necessidade de reformulação dos grupos integrantes destes consórcios em função da queda no financiamento levando à novas fusões e aquisições diariamente relatadas na imprensa mundial. A última destas envolve a General Eletric (USA) que comprou a Wellstream Holdings (Inglaterra) empresa especializada em produtos para gasodutos, linhas de descarga para unidades flutuantes dentre outros.
            
As duas empresas – agora unificadas – atuam no Brasil possuindo todas as condições legais de montar a partir de tecnologia importada produtos “nacionais” voltados principalmente para a exploração do pré-sal.
            
Novamente a pressa em exportar o petróleo brasileiro revela a fragilidade de mais um mito governamental, ou seja, a “elevada” nacionalização dos equipamentos necessários a exploração também submete-se aos oligopólios ficando o país na condição de simples comprador de tecnologia. 

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