terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Presidente Dilma Rousseff recebe membros da Comissão de Energia e Recursos Naturais dos EUA




Presidente Dilma Rousseff 

recebe membros da Comissão de Energia e Recursos Naturais dos EUA


Wladmir Coelho

 

            Em visita a América Latina desembarcaram no Brasil no último dia 10 de janeiro os senadores John McCain e John Barrassa membros da Comissão de Energia e Recursos Naturais do Senado estadunidense.

            O senador McCain é conhecido e reconhecido por suas ligações estreitas com empresas petrolíferas destacando-se a companhia Hess – principal colaboradora de suas campanhas eleitorais – possuindo esta empresa, coincidentemente, atuação no Brasil controlando blocos – também por coincidência – na área do pré-sal excluída da nova legislação “nacionalista” e “estatizante”.  

            Oferecendo provas inequívocas de ética e etiqueta os dois parlamentares oposicionistas não mencionaram – segundo a imprensa – o tema petróleo durante a audiência presidencial preferindo discursar a respeito da tradição do governo dos EUA em transferir tecnologia militar aos países da América Latina, a beleza arquitetônica de Brasília, a aceleração dos leilões do pré-sal. Não este tema não foi abordado o negócio ali era venda de aviões militares.  

            O único momento de constrangimento durante o educado e civilizado encontro ocorreu quando ao ser indagado de seu próximo destino respondeu o Senador McCain: Vou a Colômbia acertar detalhes do Tratado de Livre Comércio. Ruborizada nossa mandatária balbuciou a palavra MERCOSUL os visitantes não entenderam o estranho vocábulo apesar dos esforços dos tradutores oficiais.

             Dois parlamentares oposicionistas – incluindo um candidato derrotado a presidência da república – aparecem vendendo aviões de guerra e prometendo um contrato favorável ao Brasil francamente haja crença na democracia dos EUA para acreditar nesta conversa. Esta visita aos governantes conservadores da América Latina – o roteiro inclui Colômbia, Chile, México e Panamá – neste momento de ampliação da extrema direita estadunidense e justamente por destacados membros deste seguimento deveria merecer no mínimo uma reflexão mais apurada. 



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