sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Petrolíferas em crise




PETROLÍFERAS EM CRISE

Wladmir Coelho

O Reino Unido vai subsidiar a exploração em águas profundas no Mar do Norte. Na terra de Adam Smith seguem-se exatamente os aspectos determinados em sua obra, notadamente, o subsídio as extração de minerais energéticos.

Os recursos destinados as empresas – tendo a British Petroleum (BP) como a maior delas – originam-se em uma espécie de CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e sustentam os governantes britânicos que esta medida resultará na manutenção dos empregos.
Todavia devemos observar que:

a)      As principais empresas petrolíferas registram queda em seus lucros aspecto que repercute diretamente no sistema financeiro considerando-se a presença dos grandes bancos no controle acionário das empresas de petróleo. Sem lucro as ações não passam de papel colorido;
b)      A garantia dos lucros das principais empresas de petróleo dependem do menor gasto possível durante a produção. Este principio não é novidade e tragédias como a ocorrida no Golfo do México, envolvendo exatamente a BP, revelam como estas empresas garantem os ganhos de seus acionistas;
c)       Muitos podem afirmar que trata-se a medida, do subsídio, uma prática “neo-Keynesiana” . Na realidade a prática é essencialmente neo-liberal tendo em vista o seu enfoque na manutenção da empresa desconhecendo a necessidade de controle da produção, aumento do salário e geração de novos empregos;

Recordo ainda que os recursos do pré-sal brasileiro, segundo a legislação, devem ser aplicados em um fundo de ações incluindo investimentos em empresas petrolíferas. Na realidade os recursos do petróleo brasileiro correm para garantir os lucros dos oligopólios.

No caso do Brasil não deve demorar muito para os “nacionalistas” de ocasião apresentarem propostas semelhantes a britânica deturpando, como de costume, o papel histórico da petrolífera brasileira. Neste ponto é importante recordar: A Petrobras foi criada para garantir a auto suficiência nacional garantindo deste modo as bases para uma economia planificada.

Trata-se a Petrobras da antítese dos oligopólios petrolíferos devendo a empresa retomar os objetivos que fundamentaram a sua criação em 1954 e para este fim a luta por sua estatização constitui a tarefa dos verdadeiros nacionalistas.


Naturalmente a forma de controle de uma Petrobras estatizada deve pautar-se na democratização de sua gestão através da ampliação dos conselhos eleitos para defender os interesses do povo brasileiro.

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