terça-feira, 24 de setembro de 2019

*** ZEMA APLAUDIDO DE PÉ: “CEMIG É OBSTÁCULO PARA O PROGRESSO”Por Wladmir Coelho

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*** ZEMA APLAUDIDO DE PÉ: “CEMIG É OBSTÁCULO PARA O PROGRESSO”


*** ZEMA NOVAMENTE APLAUDIDO: “SERVIDORES VÃO ESBRAVEJAR E LUTAR POR PRIVILÉGIOS”

*** BANCO ADORA DEMITIR: EDUCAÇÃO EM MINAS AGORA É ATIVO DE UM BANCO

Por Wladmir Coelho

1 – A hegemonia imperial estadunidense enfrenta, de forma evidente, uma crise de grandes proporções expondo a necessidade de uma profunda reflexão a respeito do modelo econômico amparado no discurso de todo apoio ao mercado sem regulamentação.

2 – Sabemos todos da falácia da ausência de Estado na economia e exemplos não faltam e os EUA, ilustram com perfeição, a forte dependência do capital das encomendas estatais principalmente aquelas associadas ao setor da defesa.

3 – Natural, afinal um império sobrevive, em grande parte, em função de seu poder militar e possuir bases com soldados e armamentos em todo o planeta faz movimentar a produção de petróleo, veículos de combates, aviões, armas todos originários de empresas instaladas nos EUA e devemos acrescentar, ainda no setor da guerra, a geração de milhões de empregos públicos civis e militares.

4 – O MAIOR EMPREGADOR DO MUNDO É O DEPARTAMENTO DE DEFESA DOS EUA COM MAIS DE 3 MILHÕES DE EMPREGADOS!

5 – Durante encontro realizado em Belo Horizonte denominado “10º Fórum Liberdade e Democracia” os srs. Paulo Guedes e Romeo Zema apresentaram o discursinho demagógico de sempre culpando os servidores públicos pelos problemas econômicos e defendendo a ideologia do Estado fora da economia.

6 - A plateia de classe média aplaudiu de pé acreditando piamente na sua participação na divisão do saque ao Estado e sem perceber seu papel secundário no processo de recolonização do Brasil segue defendendo o fim dos direitos sociais julgando eterno seus ganhos de empresário regional, municipal ou do bairro.  

7 - Os srs. Guedes, Zema e demais entreguistas, de forma proposital, ocultam os elementos históricos que comprovam a forte presença reguladora estatal no processo de formação do império estadunidense – e qualquer outro – simbolizado no protecionismo comercial.

8 – No início do século 19 o economista alemão Friedrich List constatou este fato ao vivo e transplantou o modelo para seu país que caminhava atrasado em relação a Inglaterra e a França no quesito capitalismo.

9 – Imaginem o caso brasileiro! como iniciar um processo de modernização da economia sem o apoio ou intervenção estatal ao modo do período Vargas? Durante os 108 anos que separaram a independência da Revolução de 1930 o país esperou a competência da inciativa privada apoiada nos investimentos estrangeiros e nada aconteceu, aliás, este sonhado capital externo apenas criou obstáculos aos projetos de uma indústria nacional.

10 – O Brasil do século 21, considerando as posições econômicas e políticas do atual governo, procede ao mesmo modo do século 19 ou dos oligarcas da República Velha acomodados diante dos ganhos com a exportação de produtos primários, felizes em passear na França as custas da miséria do povo.

11 – O discurso colonial tenta confundir os trabalhadores com promessas de empregos e vida farta a partir da instalação de empresas internacionais no Brasil. A história revela exatamente o contrário, afinal estas empresas saltam de país em país buscando o maior lucro, ou seja, desejam apenas retirar.

PS – 1 – O Sr. Zema entregou aos banqueiros a gestão do ensino médio de Minas Gerais e dá-lhe índices, gráficos e tabelas comparando o desempenho da educação em nossas terras com aquelas do dito mundo desenvolvido.

PS – 2 – Na prática a formulação e execução da política educacional de Minas foi terceirizada e no aspecto ideológico o Sr. Zema possui agora os elementos para fechar a Secretaria da Educação ou reduzi-la a condição de um departamento “enxuto” o mesmo verificando-se nas escolas, afinal um ensino voltado à elevação deste ou aquele índice torna desnecessário a presença de professores bastando para este fim tutores diante de computadores orientando as atividades distribuídas de forma padrão.

PS – 3 – TEMPOS MODERNOS: Aqueles funcionários responsáveis pelo acompanhamento das escolas também tornam-se desnecessários  bastando para este fim verificar o seguinte: o diário eletrônico, criado para proporcionar um melhor acompanhamento da família, agora transformou-se em instrumento para fechamento de turmas e a emissão de relatórios pode ficar a cargo de um número reduzido de estagiários que repassam ao diretor do núcleo de escolas e pede providências, o ponto eletrônico da mesma forma e quanto ao aspecto pedagógico o banco, por seus monitores, realizam a tarefa até de São Paulo.  

PS – 4 - Alguém consegue recordar do tempo que existiam funcionários nos bancos?

PS – 5 – ESBRAVEJAR: No Congresso existem projetos para extinguir a estabilidade do servidor público e não custa recordar: a reforma do ensino médio possibilita a redução do quadro de professores, aumenta o quantitativo da carga horária à distância e aquela efetivada fora da escola.

PS – 6 – Professores, inspetores, analistas, técnicos, não serão os ludistas do século 21, contudo devem buscar a fórmula de utilizar a tecnologia em favor do desenvolvimento humano e não em forma de garantir o aumento dos lucros dos banqueiros.



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