quinta-feira, 16 de junho de 2011


Crescimento da produção petrolífera revela necessidade de investimento em mão de obra e segurança

Isabela Pimentel - Via email


A expectativa de que o Brasil produza 6,1 bilhões de barris de petróleo nos próximos 10 anos e o aquecimento do setor, devido à expressiva demanda por etanol e expansão dos veículos biocombustível, atualmente, metade da frota do país, revelam o momento aquecido do setor petroleiro.
Apesar do crescimento, o setor sofre com o chamado "apagão de mão de obra", um exemplo é a Petrobrás e apesar de iniciativas do governo, como o Prominp (Programa de mobilização da indústria do petróleo), criado em 2006, a necessidade de qualificação de mão-de-obra é crescente. A meta do governo é investir, até 2015, mais de 557 milhões na qualificação de 212 profissionais.
Em um setor que exige qualificação e aperfeiçoamento constante, devido à complexidade e risco das operações, investir em monitoramento e gerenciamento das ações humanas é fundamental, especialmente na condução de operações de alto risco, para evitar acidentes.
Neste momento de expansão do setor petrolífero e de gás, as empresas devem investir nos estudos de confiabilidade humana, a fim de evitar falhas nos processos. De acordo com o engenheiro Celso Luiz Figueiroa, consultor da Aremas, tais estudos são fundamentais, pois permitem que os operadores se adaptem ao modo de operação, de forma segura ao sistema, detectando as variabilidades que estão fora do controle, com o objetivo de preveni-las:
- O curso de confiabilidade humana permitirá às organizações a redução do número de falhas humanas em processos, através da análise da confiabilidade. Os estudos na área são importantes também no desenvolvimento de novos produtos, segurança de sistemas industriais, ensaios técnicos para sistemas e gestão de risco, complementa.
O engenheiro afirma também que a redução de falhas, através da análise de risco e dos estudos de confiabilidade, permite aumento da produtividade e criatividade para absorver deficiências e variabilidades dos sistemas.

-- 

Nenhum comentário:

Arquivo do blog