sábado, 14 de maio de 2011

Empresa que matou e poluiu no Golfo do México agora é modelo no pré-sal



Empresa que matou e poluiu no Golfo do México agora é modelo no pré-sal

Wladmir Coelho

Os danos decorrentes do derramamento de 4 milhões de barris de petróleo no Golfo do México após a explosão de uma plataforma da British Petroleum (BP) ainda não podem ser devidamente analisados. A tragédia, ocorrida em abril de 2010, ainda matou 11 trabalhadores.
Para os olhos o derramamento de petróleo foi superado em função da limpeza superficial das águas e areias, todavia os efeitos ao meio ambiente e economia ainda não podem ser medidos com exatidão. Um exemplo alarmante foi revelado através dos estudos do biólogo Willian Patterson da Universidade de West Florida.
O professor Patterson revela o aparecimento, neste ano de 2011, na região próxima ao acidente, de elevada quantidade de peixes com lesões na pele, apodrecimento das barbatanas, manchas, coágulos de sangue no fígado. O alarme soa mais alto ao acrescentar-se informações relativas ao aumento na quantidade de petróleo encontrado nos peixes constatado por diferentes grupos de pesquisas marinhas.
No campo econômico a BP também aprontou das suas excluindo das indenizações os comerciantes, proprietários de barcos, trabalhadores e turistas contaminados ou atingidos de forma indireta. Um exemplo dramático aplica-se aos proprietários de barcos de pesca e turismo contratados para o esforço de limpeza e contenção do derramamento.
            A maior parte destas embarcações foram seriamente avariadas  e seus tripulantes apresentam problemas de saúde decorrentes dos produtos químicos utilizados no processo de limpeza. O mesmo ocorre com turistas e moradores atingidos por estes produtos mesmo morando em áreas sem a presença de óleo derramado após a explosão.
            A suspensão das atividades de exploração petrolífera em decorrência do acidente no Golfo do México provocou ainda um número gigantesco de demissões, atrasos nos pagamentos dos salários,  fechamento de empresas dedicadas ao apoio das atividades nas plataformas. Estes trabalhadores não mereceram a mínima atenção da BP estando a empresa protegida através da  Oil Pollution Act que limita as indenizações aos danos provocados por cobertura de óleo. O lobby do petróleo venceu mais uma vez.
            Nos Estados Unidos as ações judiciais contra a BP foram consolidadas em 350 processos movidos por governos estaduais (queda na arrecadação), empresas privadas, sindicatos e pessoas físicas.
Do Golfo do México para o pré-sal

            Um mês antes da explosão no Golfo do México a BP iniciava o processo para assumir o controle da Devon Energy  aspecto que possibilitaria a presença da empresa britânica no cobiçado pré-sal brasileiro. O acidente nos Estados Unidos atrasou este negócio e acabou revelando a irresponsabilidade da BP traduzidos nas palavras de Bob Grahan da comissão estatal encarregada de investigar as causas da explosão: “A ruptura era evitável (...) o compromisso destas empresas deveria ser a segurança”.  
            As empresas acusadas por Grahan eram, além da BP, a Halliburton e Transocean que preferiram usar material de quinta para aumentar, ainda mais, os lucros. O resultado desta política de eficiência foi a prova cabal da “competência” da iniciativa privada somada a política de desregulamentação econômica.
            Passados pouco mais de um ano o negócio entre BP e Devon Energy foi concretizado no Brasil ficando a empresa que não preocupa-se em evitar rupturas, quem afirma não sou eu e sim Bob Grahan, autorizada a perfurar o pré-sal brasileiro.
            No Brasil a presença da empresa inglesa foi saudada por Haroldo Lima, presidente da Agência Nacional de Petróleo  (ANP) da seguinte forma: “A BP tem provado ser uma das melhores empresas em segurança operacional em águas profundas”. Este autor não  estava no local em que tal pronunciamento foi realizado e não sei da reação dos presentes. No mínimo foram profundas gargalhadas ou espanto e silêncio total. Quem souber pode enviar um email informando.
            A BP reclamou nas últimas semanas da elevação dos impostos ingleses no setor de exploração do petróleo e ameaça diminuir os investimentos no Mar do Norte. No Brasil deve ser o contrário, pois a mesma empresa aprova tudo inclusive a legislação tributária.
No campo energético, além do petróleo, a BP controla a antiga Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool responsável pela produção – para exportação – do combustível “verde e amarelo” ou etanol. Assim caminha a indústria petrolífera. 


2 comentários:

Anônimo disse...

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DOS PREFEITOS E SUAS CIDADES

Abre a oportunidade única, para a Presidenta DILMA ROUSSEFF, promover em seu governo um grande PACTO SOCIAL, para o entendimento nacional da participação dos ROYALTIES, de modo que todos os Estados e Municípios, possam participar e ganhar da riqueza produzida com o Pré-Sal, sem que os Estados produtores sejam atingidos ou sejam inviabilizados por qualquer emenda. Temos que fazer com a casca de um limão, uma limonada para todos os brasileiros. E transformarmos uma questão que parecia uma guerra do ex-Deputado IBSEN PINHEIRO, contra o Estado do Rio de Janeiro, o que nunca foi, mais foi apresentado assim, foi vendido assim para a sociedade, em uma nova e ampla tese para a construção de um grande entendimento nacional para que se forme o PACTO SOCIAL, que o Brasil precisa, e que já está passando da hora de fazer.

O ATUAL MODELO É INJUSTO E CONCENTRADOR

Vinte e quatro bancadas votaram unanimamente, na Câmara dos Deputados, a favor da emenda IBSEN, que distribuia entre todos os Estados e Municípios os ROYALTIES, incidentes sobre a exploração de petróleo no mar. Os votos divergentes ficaram por conta dos Deputados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e uns poucos de São Paulo. O grande número de votos favoráveis no plenário, expressa o forte sentimento nacional pela ruptura com os modelos concentradores da riqueza comum, presentes no Sistema Tributário Nacional, e repetidos na legislação dos ROYALTIES, sem nenhuma JUSTIFICATIVA de ordem jurídica, econômica, política ou moral.

O Brasil, precisa urgentemente, fazer esse PACTO SOCIAL, esse grande entendimento nacional do Governo com a Sociedade, com os seus Prefeitos, eo nosso Congresso Nacional. Abre-se assim o caminho para a reforma tributária num novo e justo Pacto Federativo. Que só torna-se possível com a construção desse PACTO SOCIAL, eo empenho e participação dos senhores.

Portanto, essa é uma grande oportunidade para a nossa Presidenta DILMA, e para um novo Brasil, o Brasil de todos nós, o BRASIL que ela hoje governa. Não vamos tirar nada do Rio de Janeiro ou do Espírito Santo. Vamos dar a oportunidade de se fazer uma nova e justa DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, que a Nação precisa e necessita que seja feita, para ontem, pois ela não vem fazendo ao longo do tempo em que o BRASIL está precisando. Eu creio que com a União eo Apoio de todos nós, a Presidenta DILMA ROUSSEFF, pode e terá a coragem e firmeza de fazer esse gesto de grandeza para o BRASIL eos Brasileiros.

Quero deixar aqui REGISTRADO, que a CONPETRO, de forma institucional e colegiada, APOIA os nossos Estados e Municípios, a terem o seu direito reconhecido na divisão dos ROYALTIES do Pré-Sal. O Pré-Sal e os seus ROYALTIES é para todos os brasileiros. Como já disse nosse encontro, : "Essa é uma causa justa, Ela tem fundamento jurídico, e amparo Constitucional. Está na CONSTITUIÇÃO: TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, OS ESTADOS, O DISTRITO FEDERAL EOS MUNICÍPIOS". Tem fundamento moral: " NADA JUSTIFICA A DESIGUALDADE".
http://www.revistaprefeitosdesaopaulo.com.br/marcilio-conpetro.html


MARCÍLIO NOVAES MAXXON
Presidente da CONPETRO
CONPETRO - Confederação Nacional do Petróleo,
Gás Natural, Biocombustíveis e Energias Renováveis
www.conpetro.com.br

Anônimo disse...

Parabéns a esse importante pronunciamento do Dr. Marcílio Novaes Maxxon. O Brasil precisa sim, refletir melhor tudo isso isso, pois somos uma Nação Líder, e não uma Republica de Bananas.

FERNANDO TOSCANO DE OLIVEIRA
Redator Chefe do PortalBrasil
www.portalbrasil.net

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