domingo, 24 de abril de 2011

Combustível verde e colonização




Combustível verde e colonização

Wladmir Coelho


A Agência Internacional de Energia (IAE) acredita que 27% do combustível consumido no mundo em 2050 será proveniente dos chamados biocombustíveis. Atualmente este número não ultrapassa os 2%.
Este anuncio da IAE coincide com a realização em Washington da Coferência Anual sobre a Terra e a Pobreza organizada pelo Banco Mundial. O evento reuniu  aproximadamente 200 empresários do setor agrícola e financeiro para o estabelecimento de normas para aquisição de terras, em larga escala, de forma responsável nos países em desenvolvimento. Antecedendo ao encontro, durante o mês de março de 2011, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) organizou uma consulta para regulamentar os princípios defendidos em Washington. Para continuar clique no link: http://tinyurl.com/3l2lo9q


Comentário do professor Samuel Nascimento:


Wladmir,
o governo ainda insiste em explorar os potenciais "naturais" do Brasil no comércio internacional no velho modelo colonial. A China tem aproveitado nossa disposição e está confortável com o déficit na balança comercial. Um déficit que faz lembrar a velha questão do que pesa mais: um quilo de ouro ou um quilo de algodão? A China compra mais do que vende ao nosso país, mas o problema é o que se compra e o que se vende. Eles, mesmo com déficit, estão em larga vantagem econômica.
A maneira com que a produção de biocombustível está sendo tratada coloca nossa economia inevitavelmente em situação colonial. Acabamos a exportar substrato energético e a importar máquinas em se usa essa energia limpa. Uma relação que jamais levará o Brasil ao desenvolvimento autossustentado.
Parabéns pelo artigo. 
Abraço,
Samuel

Comentário da professora Jeane Martins (via Twitter) 

Excelente sua matéria a chave está em   uma política energética eficiente, ecologicamente correta, socialmente justa É necessária fomentar a pesquisa de culturas como mamona, girassol, dendê, entre outras, para evitar a monocultura... Além disso, dá aplicabilidade a resultados já comprovados e fazer um novo zoneamento agrícola, além de buscar outras fontes... Como pesquisadora, acredito na viabilidade da minha pesquisa, na consistência dos meus resultados. Como cidadã, espero mudanças.

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