quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O PETRÓLEO SIRIO



O PETRÓLEO SIRIO


Wladmir Coelho

 

A disputa por áreas com potencial produtivo de petróleo encontra-se na motivação – não confessada – de inúmeros conflitos armados.

 

Este tema -  controle de áreas com potencial produtivo de petróleo -  constitui a base das políticas energéticas das potências industriais tornando-se, deste modo, assunto de segurança nacional.

 

O caso sírio não foge a regra e antes do inicio dos conflitos armados Europa e Estados Unidos criaram barreiras ao “livre comércio” do petróleo produzido na Síria desestabilizando a economia com o claro objetivo de aprofundar a crise social.

 

 

A crise revela agora uma vantagem para os russos que passam a controlar a pesquisa e exploração petrolífera offshore no Mediterrâneo sírio. Esta relação assume o seu caráter de segurança e defesa nacional quando observamos duas empresas estatais assinando um contrato que oferece aos russos o controle do potencial petrolífero e responsabilidade total do investimento.

 

O enfraquecimento da economia síria constitui uma das metas da política de segurança energética da União Europeia e Estados Unidos, mas neste momento a Rússia saiu lucrando ao assumir o controle de novas áreas produtivas. Vejamos a noticia abaixo:

  

A empresa russa Soyuzneftegaz assinou no último dia 25 de dezembro o contrato de pesquisa e exploração petrolífera abrangendo uma área superior a 2000 quilômetros no Mediterrâneo sírio.

 

Segundo o governo sírio o contrato apresenta uma duração de 25 anos e todo investimento em pesquisa e exploração – aproximadamente 100 milhões de dólares -  será realizado pela empresa russa.

 


O país em 2012 ocupou o 33º lugar no ranking de produtores de petróleo apresentando uma produção de 401 mil barris ao dia. Atualmente este número mostra-se em queda por decorrência dos conflitos armados.

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