quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O CONFLITO SIRIO A motivação oculta



O CONFLITO SIRIO

A motivação oculta

Wladmir Coelho

A intervenção das potências europeias e Estados Unidos nos conflitos observados na Síria recebe da grande imprensa um verniz de combate ao ditador e construção de uma democracia como forma de sua legitimação.

Fica oculta a motivação comercial envolvendo o acesso dos países europeus ao petróleo e gás explorados na Ásia Central, notadamente aquele produzido no Azerbaijão.

Durante a II Guerra Mundial o antigo Exército Vermelho impediu o avanço do nazismo alemão às regiões da Ásia Central produtoras de gás e petróleo. Os soviéticos desde o inicio resistiram ao avanço de Hitler para os campos petrolíferos conhecidos e aos pontos pouco explorados da região.

Criaram, os soviéticos, limitações de acesso resultando estas em gastos comerciais aos nazistas cujo rompimento tentaram a partir do uso da força.
O Azerbaijão, integrado a União Soviética a partir dos anos de 1920, era parte destas áreas produtoras e ainda hoje representa uma importante fornecedora de gás e petróleo para Israel e Europa.

Terminada a II Guerra Mundial encontravam-se os antigos soviéticos em vantagem controlando vasta área produtora de gás. O produto foi oferecido aos europeus que aceitaram com prazer.

Esta dependência europeia, naturalmente, fragiliza a política energética do antigo continente exigindo novas opções e estas necessitam de ações mais enérgicas. Hitler tentou e não conseguiu controlar as áreas produtoras de petróleo da Ásia.

A IMPORTÃNCIA DA ÁSIA CENTRAL

A região do Mar Cáspio tornou-se um importante produtor de gás e petróleo. O controle de sua exportação apresenta-se vital aos interesses russos, chineses, estadunidenses e europeu. Quem controlar esta exportação vai exercer grande poder sobre a política energética global.

Existe um projeto polêmico – o gasoduto Nabuco – que partiria da fronteira  da Turquia com a Georgia levando gás do Turcomenistão à Europa, contornando a Rússia, retirando o continente da dependência do gás deste país.


Nabuco receberia ao longo de seu trajeto “ramais” incluindo o gasoduto Leviatã – Mediterrâneo Oriental -  cujo produto seria entregue na Turquia seguindo deste país aos europeus. 

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